Vinte e oito anos e muita história para contar. Assim é a vida da caminhoneira Juliana Venâncio que há três anos trocou a vida sossegada pela estrada. “Sempre gostei de fazer coisas diferentes, já fui até motorista de funerária, motogirl e por dois anos foi secretária”, conta.
Mas o desejo de conhecer lugares diferentes falou mais alto. Deixou para trás o conforto de uma casa e trocou pela rotina de estradas. De lá para cá, são milhares de quilômetros, cidades, estados e até países diferentes. Juliana também carrega e faz a rota do Mercosul, recentemente esteve no Chile, e também carrega para Argentina e Paraguai.
“Esses dias eu estava passeando em Copacabana, quando eu poderia estar lá, se eu não fosse caminhoneira?”, questiona a profissional.
Juliana já foi casada, e tem dois filhos, que moram em Rio Azul com a avó paterna. “Eles viajam comigo nas férias, e até dizem que querem ser caminhoneiros quando crescerem”.
Como nem tudo é perfeito, ela reclama das condições das estradas, da falta de lugares seguros com estrutura básica para pernoitar. Para ela, o preço o preço do diesel dificulta e muito a vida do profissional das estradas.
Há um ano, Juliana comprou seu primeiro caminhão. “Agora to pagando o caminhão, mas já to querendo trocar, a gente tem que sonhar e correr atrás”.
Ela também lembra que tudo começou com o amigo Tiago Simione, dono de uma transportadora confiou nela e entregou um caminhão em suas mãos. Agora as distancias não são limites. “Nessa vida já conheci muita gente e muitos lugares”.
Juliana diz que é vaidosa, mas nem sempre da para manter as unhas em dia. “Tem que apertar a carga e nem sempre as unhas ficam bem feitas e arrumadas”.
Ela ainda mostrou para nós sua casa, a boleia de seu caminhão. Tem televisão, DVD e uma cama montada.