O Paraná entrou a quarta semana de maio só com boas notícias no campo econômico. Números da CNI, IBGE e Itaú Unibanco apontam a ampliação na criação de empregos industriais e o crescimento da economia acima da média nacional. “O Paraná retomou seu crescimento e o Governo do Estado, junto com o setor produtivo, se torna indutor da economia que se destaca e é exemplo no cenário nacional”, disse o governador Beto Richa.
O governador credita ao Programa Paraná Competitivo como um como um dos principais fatores que contribui ao bom momento da economia. Richa avalia os resultados como reflexos da confiança da iniciativa privada nas políticas públicas modernas de desenvolvimento iniciadas em 2011. “Trabalhamos juntos com os empresários, com negociações feitas caso a caso, sempre buscando o interesse público. Hoje o investidor encontra no Paraná segurança jurídica, respeito aos contratos e um governo parceiro da iniciativa privada”, disse.
“Estamos vivendo o maior ciclo de industrialização da história do Paraná. Em pouco mais de dois anos atraímos mais de R$ 20 bilhões em novos investimentos que estão gerando 136 mil empregos com carteira assinada em todas as regiões do Estado”, acrescenta Richa.
Entre as principais empresas que fizeram ou estão fazendo investimentos no Paraná estão a italiana Techint, as francesas Jacquet, Limagrain e Renault, a japonesa Sumitomo, as norte-americanas Paccar, Cargill, Tetra Pak, Catterpillar e Mars, a espanhola Gri-Cei, suiça Sig-Combibloc, a chilena Arauco e as brasileiras Votorantim, Ambev, Prati-Donaduzzi, Klabin, Potencial Biodiesel, Spaipa e Pro-Tork.
EMPREGOS – De acordo com estimativa feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Paraná deve criar 161 mil empregos industriais de 2013 a 2015. Dessas, cerca de 50 mil serão abertas neste ano, principalmente no segundo semestre. Com isso, a indústria do Paraná que gera atualmente mais de 820 mil empregos deve aumentar em 19,5 % até 2015.
Segundo o levantamento da confederação, que coordena o sistema formado pelas federações de indústria dos Estados, os setores que mais vão empregar, em ordem de importância, são: alimentos e bebidas, construção, veículos automotores, máquinas e equipamentos, móveis, madeira, celulose e papel, metais, borracha e plástico, minerais não metálicos.
Esse processo de criação de empregos industriais apontado pela CNI já iniciou, segundo o IBGE. Levantamentos do principal órgão de estatística brasileiro mostram que o Paraná é o único estado no país quem vem aumentando, consecutivamente, os empregos na indústria nos últimos 18 meses.
Enquanto que no Brasil o emprego industrial caiu 0,6 % nos últimos doze meses, no Paraná as vagas aumentaram 2 %. Foram 17 mil empregos com carteira assinada em um ano, desses 15 mil no interior.
ACIMA DA MÉDIA – O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Paraná, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no estado, também foi destaque em um levantamento nacional. O Itaú Unibanco divulgou a estimativa de que o PIB paranaense cresceu 2,4% no primeiro trimestre de 2013. O maior crescimento no país e muito acima da média nacional que ficou em 1 %.
O índice, do Itaú/Unibanco, é calculado a partir dos dados de produção industrial, vendas no varejo e emprego formal. Entre os estados para os quais o banco fez projeções, a do Paraná é a maior. A divulgação do PIB oficial do primeiro trimestre será feita dia 29 pelo Banco Central.
O secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, disse que os índices refletem os resultados do Paraná Competitivo, já que muitas empresas ainda estão em obras e devem iniciar a operação somente depois de 2015.
“O importante é que estamos conseguindo aumentar a diversificação da economia do Estado e ainda assegurando o fortalecimento dos setores tradicionais como o agronegócio e a construção civil”, destaca Barros. Outro dado interessante é que volume de empregos criados, 60% são gerados no interior do Estado.