Empresário de União da Vitória declara luto após explosão no Líbano
Abed Safawi que é libanês lamentou o ocorrido no dia 4 de agosto em um armazém no porto de Beirute
Da Redação
12/08/2020 - 22h51 · Atualizado há 6 anos
Saber que Beirute, capital do Líbano, ficou parecida com um campo de guerra, entristece – e muito, Abed Safawi e seus familiares.
O local tem um significado muito importante para Abed, que é libanês. Foi lá, que o agora empresário de União da Vitória, passou parte da infância e da juventude.
(Arquivo pessoal)
O empresário lamentou a explosão que aconteceu no dia 4 de agosto, às 18 horas do horário local, e que deixou mais de 171 mortos e mais 2.700 feridos (dados provisórios), conforme o Ministério de Saúde do Líbano, em um comunicado neste dia 11.
Ele afirmou estar profundamente triste com as cenas conferidas por meio da imprensa e de conhecidos da cidade.
Para demonstrar solidariedade às vítimas, Abed fixou em uma de suas lojas, uma espécie de faixa na cor preta simbolizando o luto.
O ato chamou a atenção na Avenida Manoel Ribas, em União da Vitória.
(Foto: Jaque Castaldon)
“Recebemos a notícia com muita tristeza. Um ato tão violento que devastou um quatro da capital libanesa. Tenho admiração muito grande por Beirute”, conta.
O empresário acrescenta que gostaria de estar lá, para cooperar com os libaneses, que ainda se encontram em choque com o ocorrido.
“Tenho medo de uma nova Guerra Civil assombrando o Líbano”.
Abed conta que toda a sua família está no Brasil. Há um mês, a esposa e filhos vieram definitivamente fixar morada no Vale do Iguaçu. Compartilha ainda que a sua mãe, de 82 anos, também está na cidade.
“Todos sabem que eu viajo frequentemente para o Líbano, sendo uma a duas vezes no ano. Agora vou dar um tempo até que a situação melhore”, afirma.
O Brasil abriga a maior comunidade de libaneses do mundo.
“É a terra que gente se criou. Manifesto minha solidariedade às famílias das vítimas fatais e aos feridos”, desabafa.
Explosão
No dia 4 de agosto, uma grande explosão no porto da capital libanesa provocou ondas de choque que estilhaçaram janelas, danificaram edifícios e estremeceram o chão de Beirute.
Cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio foram armazenadas no depósito do porto. O nitrato de amônio é um fertilizante químico e também um componente de explosivos.
O Líbano atravessa sua pior crise econômica em décadas, marcada por depreciação monetária sem precedentes, hiperinflação, demissões em massa e restrições bancárias drásticas, que alimentam há vários meses o descontentamento social.
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