Família de jovem que incitou manifesto da comunidade escolar da Escola Germano Wagenführ se pronuncia

A tia do adolescente afirmou que o mesmo necessita de tratamento clínico. Ele é usuário de entorpecentes

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Atualizado há 13 anos

Irmã do adolescente
Irmã do adolescente (Bruna Kobus/Jornal O Comércio)

“Ele é doente. Ele precisa de ajuda. Nós (a família) já tentamos. Mas ele foge”.

As frases acima foram ditas em uma conversa informal com a tia do jovem que incitou manifesto da comunidade escolar, na tarde desta quinta-feira, da Escola de Educação Básica Profº Germano Wagenführ.    A tia, que prefere ser chamada de irmã do adolescente – pois foram criados juntos, não exime o jovem da culpa do transtorno e ameaça que ele causou à comunidade escolar nesta quinta-feira. No entanto, pede que a comunidade não o julgue, pois acredita que o mesmo é doente e necessita de tratamento e não de apontamentos da sociedade. A “irmã” disse que é preciso a reinserção deste jovem na sociedade, não revolta com o mesmo.

 Crise familiar

 O jovem mora com a avó em uma humilde residência no bairro São Pedro, em Porto União. Nas imediações também residem as tias do mesmo, uma delas que prefere ser chamada de irmã. A “irmã” disse que se criaram juntos e que o menino não apresenta riscos à comunidade. Ela disse que ele é tímido. Mas admite que o álcool e as drogas transformam ele em outra pessoa. A família já procurou tratamento e internação para o mesmo. Mas o adolescente comparece num dia e no outro não dá as caras. A irmã disse que ele foge de tratamento. Disse também que ele é desamparado pelos pais. Os mesmos moram em outras cidades e quase não o procuram saber como está.

Fato no Germano Wagenführ

A irmã buscou conversar com o adolescente para saber o que aconteceu na Escola Germano Wagenführ. O mesmo não sabia responder. O uso de entorpecentes nesta quinta-feira foi tanto que, o menino, ao invés de falar apresentava náuseas e vomitava. A irmã não conseguiu concluir a conversa.

 Não quer estudar

  A irmã disse que ele não é assíduo na escola e que não quer estudar. Ela acredita que faltou estímulo familiar para o mesmo enquanto criança. Ela lembrou que o menino voltou a estudar na Escola no ano passado, após decisão da Justiça. Está atualmente no 1º ano do Ensino Médio.

 Proibido

O promotor de justiça Rodrigo Kurth Quadro divulgou que o menino está proibido de entrar na Escola de Educação Básica Profº Germano Wagenführ. A família, na manhã desta sexta-feira, afirmou desconhecer este fato.

 O fato

 O adolescente de 16 anos de idade chegou bêbado na manhã desta quinta-feira, 13, à Escola de Educação Básica Profº Germano Wagenfuhr, em Porto União. Visivelmente alterado foi surpreendido pelos educadores. Este jovem estava matriculado na Escola, no entanto não vinha frequentando a aulas. O adolescente saiu da Escola e quebrou vidros de carros que estavam estacionados. Populares, inclusive, ressaltaram a reportagem de O Comércio que o adolescente chegou sangrando ao local. Já no período da tarde a comunidade escolar se reuniu em manifesto em frente ao Fórum de Porto União.

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