Colombo assinará acordo para exportação de carne suína nesta sexta-feira

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Atualizado há 13 anos

Rolando Christian Coelho/CNR-SC/ADI-SC/Central de Diários

Tóquio – O governador Raimundo Colombo assina nesta sexta-feira, 28, em Tóquio, acordo que permite aos produtores catarinenses a exportação de carne suína para o Japão. O documento traduz o compromisso que o Estado passa a ter diante da carne exportada. “Com este ato o governo estará garantindo ao mercado japonês que o produto será legitimamente catarinense. É bom lembrar que o Japão está se dispondo a comprar pontualmente carne suína de Santa Catarina, por sermos uma área livre de febre aftosa sem vacinação. Então, na prática, o governo está garantindo que não estaremos comprando carne de fora para revendermos”, esclarece o presidente da Cidasc, Eroni Barbieri.

O acordo reafirma a necessidade que Santa Catarina tem de manter um rígido controle sobre a produção pecuária no estado, o que passa pela manutenção de uma intensa fiscalização por parte da Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca, através de seus agentes, como a Cidasc. “Levamos muitos anos para atingir esse patamar. Foram duas décadas de trabalho para chegarmos ao ponto de exportar para o Japão, que é um mercado altamente exigente. Nossa intenção é dar manutenção e ampliar cada vez mais os mecanismos de controle da sanidade animal”, comenta o secretário da pasta, João Rodrigues.

Para o governador Raimundo Colombo, o acordo viabilizará uma nova realidade ao mercado suinocultor no estado. “A produção catarinense já é consumida naturalmente na atualidade. Com a abertura do mercado japonês para a exportação, fatalmente a produção será aumentada para atender à demanda, gerando mais riqueza e renda para o produtor rural”, comenta. Colombo ressalta, ainda, que as negociações entre Santa Catarina e a Coreia do Sul já estão quase finalizadas, e que, em breve, mais um mercado asiático estaria receptivo à carne suína catarinense.

Além dos coreanos, os chineses também estão bastante propensos a firmar um acordo direto com o Estado. Hoje, a China já consome carne suína catarinense, exportada via Hong Kong, deixando parte dos lucros dos produtores catarinenses no meio do caminho. O governo do Estado está trabalhando para que a exportação seja feita diretamente para o mercado chinês, o que aumentaria o valor agregado no produto final.

Uma das principais vantagens de mercados como o japonês e o coreano, de acordo com o governador, é a estabilidade destes países. “O Japão, por exemplo, se firmar um contrato de compra por dez anos, ele cumprirá integralmente o que foi acordado. Isso dá segurança a toda cadeia produtiva envolvida no processo”, comenta Colombo.

A falta de estabilidade do mercado internacional foi um dos principais motivos que levou centenas de suinocultores catarinenses a mudarem de atividade nos últimos anos. “Os contratos com alguns países até eram bons, mas não eram cumpridos, o que acabou gerando um desestímulo generalizado. Agora estamos trabalhando em duas frentes. Uma que diz respeito à qualificação de nosso produto e, outra, que trata da qualificação de quem o compra”, ressalta o governador.

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