É proibido construir em área de enchente!

O Comércio inicia série de reportagens sobre moradias e déficit habitacional em União da Vitória

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Atualizado há 13 anos

A partir desta edição O Comércio/Portal VVale faz um raio-x sobre a habitação popular em União da Vitória. O que o Poder Público está fazendo para reduzir o déficit de habitação no município? Para que lado a cidade está crescendo e quais os problemas causados pelo aparecimento de novos conjuntos – como transporte público, escolas, postos de saúde e segurança? Começamos aqui a mais completa série de reportagens sobre o desenvolvimento habitacional de União da Vitória.

Começou a segunda fase o programa de moradias populares em União da Vitória. As áreas sujeitas a alagamentos estão sendo sinalizadas e estão proibidas de receber construções. É o passo seguinte depois que a prefeitura retirou as famílias das áreas de risco ou irregulares em União da Vitória.

SinalizaçãoDe acordo com o prefeito de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv, a administração, por meio do Programa Minha Casa Minha Vida, está ofertando moradias dignas, com infraestrutura e em áreas livres de enchente. “Isso permite realocar famílias que não possuem posse de terreno ou então residem em locais sob risco de enchente, para novos conjuntos habitacionais”, defendeu Ilkiv. A diretora-presidente da Companhia Municipal de Habitação (Ciahab), Marilda Pattene Machnicki, acompanhou os trabalhos e aconselhou os moradores a aceitarem novas habitações. Num curto período de tempo, de acordo com o prefeito, a expectativa é remover a maioria dessas famílias de áreas de risco ou irregulares.

Nova realidade e segurança

O prefeito encarregou seu vice, Jair Brugnago, e a diretora da Ciahab, para visitar o comandante da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de União da Vitória, Major Emerson Pinto. Na ocasião, os representantes da prefeitura cobraram ações efetivas da Polícia Militar para garantir mais segurança aos moradores dos Conjuntos Habitacionais Guerino Massignan e Horst Waldraff I. Bem como, medidas eficientes em toda a cidade e região. “Temos a confiança dos excelentes trabalhos da Polícia, sempre, em nosso município e região atendida pela companhia e, como poder público, em nome do prefeito, precisamos sempre cuidar da segurança da nossa população mantendo sempre a parceria com a Polícia Militar e ajudando em todos os seus trabalhos”, frisou Brugnago. O Major Emerson garantiu que ampliará o policiamento na região e manterá os excelentes serviços de segurança pública. O comandante mencionou a importância dos cidadãos colaborarem e informarem a Polícia, com preservação da identidade, pelo telefone 190 (disque denúncia). “Isso nos ajuda muito”, salientou.

Surge mais um conjunto

A Ciahab está selecionando as famílias que têm interesse numa das novas casas do conjunto Horst Waldraff II. “Já estamos com mais de 600 inscrições para as 244 casas”, conta Machnicki. Dessas, 118 serão disponibilizadas para pessoas que residem em áreas de risco ou irregulares. A princípio as pessoas estão sendo convidadas e posteriormente serão notificadas pela Ciahab.

A Ciahab disse que não tem um número absoluto do défict habitacional em União da Vitória. As demandas são contabilizadas de acordo com o aparecimento de cada conjunto.

Auto Via João Reolon

levantamento 01Em outra frente está trabalhando a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). O chefe do escritório Regional, Julio Adilson Pires fez um levantamento da situação das casas dependuradas às margens da Auto Via João Reolon, uma das mais movimentadas de União da Vitória. As casas estão no barranco, muitas delas pouco acima do nível do Rio Iguaçu. De acordo com Pires, a Cohapar vai disponibilizar mais casas para assentar famílias, mas o compromisso mais urgente é com os moradores da João Reolon.

Pires informou que é prioridade do Governo do Estado do Paraná disponibilizar moradias populares para minimizar a demanda, já que por várias décadas o município ficou sem receber casas populares para as famílias mais necessitadas. Seja da Cohapar ou do Governo Federal, por meio do Minha Casa Minha Vida, o que importa é diminuir o déficit de moradias em União da Vitória.

Moradores dos novos conjuntos

A maioria das famílias realocadas não tem problemas em mudar de endereço, mas algumas pessoas dizem que estavam “perto do centro”, mesmo sujeitas a alagamentos. O prefeito Pedro Ivo Ilkiv diz que não tem jeito. As famílias terão de deixar as áreas ribeirinhas. Ele pede a colaboração de todos.

Elisângela
Elisângela de Fátima Sotel (Jaqueline Castaldon)

Elisângela de Fátima Sotel, moradora no Conjunto Horst I há cinco meses, morava próximo ao Cras de São Cristóvão, em uma casinha de duas peças, atrás da casa de seu pai. Ela foi contemplada com uma casa nova, onde mora com seus seis filhos. Morar em uma casa digna não fez Elisângela pensar duas vezes. “Estou muito feliz aqui, é outra vida”, garantiu.

Outra moradora, dona Conceição, também disse que está muito melhor agora. Ela morava literalmente dentro do banhado do Rio Iguaçu, ao lado da Ponte Domício Scaramella. No começo Conceição estava reticente para sair do centro, mas hoje agradece a oportunidade de ter sua casa própria.

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