
As filas nas portas e arredores das agências da Caixa Econômica Federal no Vale do Iguaçu continuam. Porém, a cena tem chamado a atenção há meses.
Desde abril deste ano quando o Governo Federal lançou o chamado Auxilio Emergencial, a movimentação de pessoas nas agências têm sido frequente e numerosa.
A Caixa disse que adota medidas de segurança, restringindo o número de clientes dentro das agências, obrigatoriedade da utilização da máscara e disponibilização do álcool em gel.
Pagamentos
O banco optou por um calendário escalonado de liberação dos saques, com o intuito de evitar aglomerações. Objetivo este, não foi alcançado.
São mulheres, homens, crianças e idosos diariamente, enfrentando a fila que começa ainda nas primeiras horas da manhã. Muitos chegam pela madrugada para garantir os primeiros lugares, apesar do numero alto de clientes, todos são atendidos ao longo do dia.
A reportagem percorreu as agências de União da Vitória e Porto União e constatou filas principalmente no período da manhã. Vale ressaltar que os atendimentos acontecem entre às 8h e às 13h.
Alguns comerciantes reclamaram das filas, que segundo eles atrapalham o acesso e a saída de clientes dos estabelecimentos. Além disso, houve relatos de pessoas desrespeitado o distanciamento mínimo preconizado pelo Ministério da Saúde. Nesta quinta-feira, 26, equipes da Secretária de Saúde de Porto União orientavam as filas e o distanciamento foi cumprido.

Como funciona o auxílio
A Caixa Econômica chama de ciclo cada calendário em que todos os beneficiários (exceto os do Bolsa Família) recebem pelo menos uma parcela, independente de qual seja. A cada ciclo há dois cronogramas, ambos levando em conta a data de nascimento do beneficiário.
Pessoas que começaram a receber a partir de julho vão receber uma das cinco primeiras parcelas. Portanto, o valor continua sendo R$ 600 (ou R$ 1.200 para mulheres chefes de família).
Parcelas
A quantidade de parcelas total a que a pessoa terá direito depende do mês em que ela começou a receber o auxílio. O máximo são nove parcelas, sendo as cinco primeiras de R$ 600 e as quatro últimas de R$ 300.
Quem recebeu a 1ª em abril: 9 parcelas. Quem recebeu a 1ª em maio: 8 parcelas. Quem recebeu a 1ª em junho: 7 parcelas. Quem recebeu a 1ª em julho: 6 parcelas.
Todas as pessoas que começaram a receber o auxílio emergencial a partir de agosto terão direito apenas às cinco primeiras parcelas de R$ 600 (não receberão parcelas do auxílio extensão, de R$ 300). No ciclo 6, o último previsto, pode haver o pagamento de até três parcelas de uma vez para completar os cinco depósitos.
Até o dia 29 de dezembro, a Caixa Econômica continuará depositando o auxílio emergencial na conta digital dos brasileiros aprovados para receber o benefício. O banco uniu alguns pagamentos nesta fase para conseguir encerrar com o programa ainda em 2020.