‘Falha’ em Tesla é culpa de dono, diz órgão dos EUA

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Atualizado há 6 anos

A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), órgão que regula a segurança viária nos EUA, negou um pedido de recall de 662 mil carros da Tesla. O pedido foi feito por motoristas que reportaram casos de aceleração inesperada e repentina de seus veículos. A investigação apontou que os incidentes foram causados por “uso incorreto do pedal”. Ou seja: não foram encontradas evidências de falha nos carros.

A NHTSA começou a investigar as reclamações em janeiro de 2020. A petição, feita em dezembro de 2019, citou 232 reclamações referentes aos Tesla Model S, Model X e Model 3, fabricados a partir de 2013. O órgão prometeu analisar os casos e, dependendo dos resultados, investigar a fabricante de elétricos.

Segundo os reclamantes, o suposto defeito teria causado, ao menos, 110 batidas. No total, 53 pessoas ficaram feridas. Os relatos vão de danos a portões de garagens até avanço sobre calçadas e colisão em muros.

Um motorista da Califórnia afirmou que seu Model S acelerou repentinamente mesmo estando fechado e estacionado. O veículo teria parado somente após colidir com outro carro que estava estacionado.

Entre as reclamações do tipo, que vieram a público nos últimos anos, uma dizia respeito a um Model X que teria acelerado sozinho dentro da garagem.

Contudo, no relatório, a NHTSA informa que não foram constatados “dados que suportassem a acusação do mau funcionamento do veículo”. E o documento vai além: “Não houve provas de mau funcionamento dos pedais”.

A conclusão é de que o problema é causado por mau uso. Sobretudo das tecnologias dos Tesla, que incluem recursos de condução autônoma.

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