
Não é novidade para ninguém que a pandemia do coronavírus afetou drasticamente a economia no Brasil e no mundo. Lojas, restaurantes e até mesmo indústrias se viram de portas fechadas por conta da falta de clientes, que estavam em isolamento social. Hoje, depois daquele princípio de pandemia onde grande parte dos brasileiros respeitaram o isolamento, a reclusão da população não é mais a mesma, mas a continuidade dos casos e mortes por causa da Covid-19, alguns estados em pior situação estão retomando medidas privativas, principalmente os estados do Amazonas, onde a falta de oxigênio para tratar pacientes está causando muitas mortes, Minas Gerais e São Paulo, que recentemente regrediu para a fase vermelha.
A situação em relação ao comércio estaria pior se não fosse a internet. Com este recurso, alguns setores conseguiram driblar a crise de 2020 adotando medidas como o home office e os deliverys em app, por exemplo. Já outros dependem totalmente da presença do cliente, então, nesses casos, nem a internet consegue salvar.
Neste artigo, vamos listar os setores econômicos que se deram bem nesse momento atípico e, em seguida, aqueles que fracassaram, para que você, que pretende abrir um empreendimento em meio a pandemia, se inspirar:
Setores econômicos que se deram bem em 2020
1 – Delivery
Este segmento já fazia sucesso há anos, mas antes da pandemia ele era mais lembrado na hora de pedir pizza ou outros tipos de fast-food, sem contar que os pedidos eram realizados diretamente pelo restaurante. Recentemente, mas ainda antes do surto de covid chegar, serviços como James, Rappi e iFood vieram de forma tímida, porém bastante inovadora.
Trocando as ligações telefônicas pela praticidade dos apps e aumentando a renda de muitas pessoas (qualquer um pode se cadastrar e virar um entregador autônomo do serviço), não só restaurantes como diversos outros comércios, como mercado e farmácia, por exemplo, estão se cadastrando nesses serviços para atender seus clientes por lá. E ainda, com essa pandemia, os pedidos online aumentaram drasticamente, já que muitas pessoas estão saindo o mínimo possível de suas casas.
2 – Entretenimento
Ver filmes e séries online já era algo popular antes da pandemia, mas o diferencial agora são os lançamentos do cinema indo direto para o streaming, assim como jogos de cassino ao vivo com crupiês de verdade, que também estão se tornando mais presentes na vida das pessoas. Já o setor do turismo e de exposições estão inovando ao promover atrações virtuais, como passeios em 360° por museus e locais turísticos.
Por último, porém não menos importante, os shows musicais também continuaram acessíveis por conta da internet durante o isolamento social. Desde o início da pandemia, no mês de março, artistas famosos realizaram pequenos shows em suas casas e transmitiram ao vivo em seus canais no YouTube de forma gratuita, e ainda com direito a interação com seus fãs por meio dos comentários.
3 – Home Office e ensino à distância
Com cada vez mais pessoas tendo que trabalhar em regime remoto por conta da pandemia, setores como os de móveis para escritório, equipamentos de informática, plataformas digitais, como o Zoom, e operadoras de internet também saíram lucrando. Mas o home office cada vez mais adoto por vários tipos de empresas, não é o único que alavanca as vendas desses setores. Crianças e jovens continuam frequentando a escola/faculdade com aulas online dentro de suas casas.
4 – Cursos online
E não são só as instituições de ensino que estão explorando os recursos da internet. O isolamento social deu mais tempo livre às pessoas, e, portanto, várias escolas extracurriculares, como as de dança e instrumentos musicais, por exemplo, disponibilizam cursos online, pagos ou gratuitos. Além dessas escolas, plataformas que oferecem cursos dos mais variados tipos, como a Curseria, estão sentindo um aumento significativo na procura por seus cursos online.
Setores econômicos que enfrentaram dificuldades em 2020
1 – Hotelaria
É óbvio que para fazer um hotel funcionar é preciso ter hóspedes. Com as pessoas em casa por conta do isolamento social, os hotéis ficaram vazios durante o começo da pandemia aqui no Brasil. No decorrer do ano passado, quando o isolamento estava se afrouxando aos poucos, os hotéis reabriram e receberam hóspedes, porém tomando medidas recomendadas pela OMS para conter o coronavírus.
2 – Beleza
Com o isolamento, muitas pessoas decidiram cuidar da estética comprando cosméticos pela internet e realizando procedimentos estéticos por conta própria com a ajuda de tutoriais no YouTube, enquanto a frequência dos salões diminuiu. Mesmo não tanto quanto antes do surto, ainda há aqueles que preferem pagar um profissional para cuidar de sua beleza, então os salões reabriram, porém, tomando medidas cautelosas.
3 – Eventos
Festas, feiras e demais outros eventos também foram suspensos por conta da pandemia, que proibiu aglomerações. Para se ter uma ideia, o réveillon 2020/2021 foi o primeiro em muitos anos a não ter o Show da Virada na Avenida Paulista (SP) e o próximo carnaval será realizado apenas em julho, se tudo estiver bem. O cancelamento de eventos afeta e muito a economia do país, pois lida com outros setores como equipamentos para festas, produção audiovisual, comes e bebes, decoração, artistas e até mesmo o turismo.
No início da pandemia, o setor de eventos tentou se reinventar no mundo online, mas, convenhamos, não é a mesma coisa, né!?
4 – Transporte
Com pessoas saindo de casa o mínimo possível, transportes como caronas, ônibus, trem e avião estão sofrendo com a crise gerada pela pandemia. Com o governo daqui e de outros países proibindo as viagens de avião, as companhias aéreas se viram em grande aperto econômico, já o transporte público, como trens, metrôs e ônibus, ainda estão circulando, mas apenas como serviço essencial. A Uber também seria atingida se seus fundadores não tivessem criado o app de delivery Uber Eats.