Sem calçada, pedestres caminham no meio da Rua Barão do Rio Branco

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Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

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Automóveis também se tornam obstáculos nas travessias (Mariana Honesko/Jornal O Comércio)

Pedestres que usam a Rua Barão do Rio Branco, no centro de União da Vitória, precisam de habilidade para caminhar com tranquilidade. Um pequeno trecho da via, entre o Colégio Lauro Müller Soares e a esquina da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI), deixou de oferecer passeio público. No lado esquerdo, as obras na entidade hospitalar limitam a dimensão das calçadas. Já no lado direito, no sentido centro-bairro, é a falta de pavimento no passeio o que obriga a caminhada no meio da rua. As obras na Maternidade começaram em março e devem durar ainda mais um ano. Elas prevêem ampliação da UTI neonatal, da unidade de internação e do ambulatório.

No meio da rua

E é no meio da rua mesmo. Por estar isenta da cobrança do sistema rotativo de estacionamento a Rua Barão do Rio Branco se tornou estacionamento. As laterais ocupadas pelos veículos impedem a presença dos pedestres à beira do meio-fio, onde seria mais seguro. De acordo com o secretário de Planejamento, o caso não é pontual e, justamente por não ser, mobiliza a execução de duas novas campanhas municipais. “Vamos fazer uma campanha com relação ao entulho e também outra campanha de readequação das calçadas”, anuncia Jamar Clivatti.

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Pedestres caminham no meio da rua por falra de calçada (Mariana Honesko/Jornal O Comércio)

A primeira medida prevê a adequação de todo o passeio desde a Ponte dos Arcos até a divisa dos municípios, entre a Avenida Manoel Ribas e a Rua Matos Costa. “Vai ficar um passeio só, do mesmo padrão. Terá essa normatização”, explica Clivatti. A prefeitura prevê o investimento de R$ 600 mil, frutos do governo Federal, para garantir a execução das calçadas dentro dos padrões de acessibilidade. Além das calçadas, as praças e os passeios no entorno destes ambientes também sofrerão intervenções. “Haverá ainda um incentivo para que as pessoas também cuidem de suas calçadas”, lembra o secretário.

Quanto ao trecho da Rua Barão do Rio Branco, neste momento, não há muito para ser feito. No caso envolvendo o Colégio, a assessoria do Lauro Müller explica que a confecção de calçada já foi pedida à prefeitura. A Administração, em contrapartida, atribui à comunidade a mobilização em prol de melhorias. Ontem, contudo, o secretário de Planejamento afirmou que pediria para a equipe de Fiscalização checar o que poderia ser feito.

Código de Obras limita espaço para intervenções

A construção ou reforma de empreendimentos depende da colocação de tapumes de proteção. A medida vale para as ações que ocorrem na área urbana e está prevista no artigo 45 do Código de Obras de União da Vitória. De acordo com o texto, os tapumes não podem avançar sobre os passeios públicos e devem respeitar 1,20 metros de largura.

Lixo na caçamba

A Ecovale, empresa que explora o serviço de coleta e reciclagem dos resíduos sólidos, mantém convênio com as prefeituras de União da Vitória e Porto União e garante, para todos os moradores, as caçambas estacionárias. O recipiente é destinado para a coleta de resíduos de origem vegetal – grama, galhos, restos de serviços de jardinagem, por exemplo. Cada morador tem direito ao uso de uma caçamba por mês. O agendamento precisa ser feito com antecedência. Outras informações: 3524-2069 e 3522-5160.

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