Por Mariana Honesko
A Fundação de Saúde de União da Vitória (Fusa) ainda dribla a falta de medicamentos. Nesta sexta-feira, 13, apenas os medicamentos frutos de parcela que cabe ao município – um lote de compra de R$ 24 mil – estavam disponíveis para o público. Como o valor não é tão expressivo, a dosagem na entrega precisou ser menor, para garantir o atendimento de um maior número de pessoas. Segundo a equipe de Farmácia da Fundação, por mês, cerca de 15 mil pessoas são atendidas no balcão da unidade. “Além disso, nós temos também o Pronto Atendimento, os postos do interior e também o Caps”, lembra a farmacêutica responsável, Rosângela Tereski. “O contingente é grande”, completa.
O impacto na falta de medicamentos é efeito dos valores altos que os governos Estadual e Federal dispensam. O resultado está nas prateleiras: há menos medicamentos e o que já estão lá precisam ser divididos com quem tem necessidade. O caso que ocorre em União da Vitória, contudo, não é pontual. Segundo os fornecedores de medicamentos, durante suas entregas na Fusa, o problema também é visível em outros municípios.
O restabelecimento das entregas normais só deve acontecer após a assinatura dos contratos. Na quinta-feira, 12, a reportagem de O Comércio contatou a Assessoria de Imprensa do secretário de Saúde, Michele Caputo Neto. Ele atribui o atraso aos fornecedores, mas se defende. “Está faltando apenas dois dos itens dos mais de 400 que fornecemos”, afirma. “Mas já estamos cobrando dos nossos fornecedores”, garante. Caputo Neto pediu que uma lista fosse enviada à ele por e-mail, com a relação dos medicamentos faltantes. Sobre a ausência dos itens, o secretário afirma que esta é a primeira defasagem em três anos de gestão. “Sabemos que o povo precisa e muito”, afirma.