Professor é desligado após frase associada a apologia ao estupro

Caso aconteceu durante aula remota do Curso de Engenharia de Produção da Uniguaçu

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Atualizado há 6 anos

Uma expressão usada em uma aula online no dia 12 de março, resultou no desligamento de um professor e polemica na comunidade acadêmica. A frase “desculpe meninas, sei que é chulo o que eu vou dizer, mas é aquele ditado, se o estupro é inevitável e eminente, relaxa e aproveita” foi dita durante aula remota de ergonomia do Curso de Engenharia de Produção do Centro Universitário Vale do Iguaçu – Uniguaçu.

Após a aula, alunos entraram em contato com a Coordenação do Curso, para se manifestar sobre a frase dita pelo professor Ricardo Germano Efing. O caso foi repassado à reitoria que adotou um processo administrativo interno.

CONFIRA A DECLARAÇÃO ABAIXO

Segundo o vice-reitor da Uniguaçu, professor Matheus Cassol Tagliani, foi solicitado a Coordenação do curso, posicionar aos alunos o repudio da instituição sobre o episódio.

O professor envolvido na polemica foi acionado pela Coordenação do curso para apresentar sua versão sobre o caso a reitoria. Além disso, foi orientado a um pedido de retratação com a turma na aula seguinte, o que segundo a instituição aconteceu nesta sexta-feira, 19.

Em seguida a direção da Uniguaçu reforçou com os alunos a posição de repúdio sobre o episódio e confirmou o desligamento do professor de seu quadro de educadores.

Segundo o vice-reitor da Uniguaçu não houve questionamentos dos alunos após serem comunicados sobre o desligamento do educador.

Centro Universitário Vale do Iguaçu - Uniguaçu. (Foto: Assessoria).
Centro Universitário Vale do Iguaçu – Uniguaçu. (Foto: Assessoria).

Repúdio a violência contra a mulher

A Uniguaçu reforçou que repudia qualquer tipo de violência contra as mulheres, conduta que é aplicada constantemente pela instituição, inclusive desenvolvendo projetos.

O que disse o professor

O professor Ricardo Germano Efing se manifestou neste sábado, 20, por meio de uma nota oficial, na qual admitiu a infelicidade da expressão e pedindo desculpes as pessoas atingidas por tal declaração.

Também enfatizou que sua trajetória acadêmica não pode ser avaliada devido a “uma expressão isolada”.

NOTA DE ESCLARECIMENTO AO PÚBLICO

Tendo em vista os acontecimentos advindos da divulgação de vídeo contendo pequeno fragmento descontextualizado da aula transmitida via Internet em razão das medidas impostas pela pandemia do COVID-19, gostaria de esclarecer, com integral respeito, o que segue.

Ao exemplificar uma situação, foi utilizada expressão popular que, após a devida reflexão, se mostra integralmente inapropriada e que não poderia ser aceita com naturalidade ou indiferença. Não se pode deixar de reconhecer o machismo estrutural presente em nossa sociedade que, infelizmente, reproduz comportamentos os quais devem ser devidamente enfrentados de modo construtivo, para que todos possam aprender e progredir para uma sociedade mais respeitosa e igualitária. Reconhece-se este erro e será buscado o necessário aprendizado com essa situação.

Feita esta reflexão, entende-se que a trajetória acadêmica e a carreira no magistério não podem ser avaliadas por uma expressão isolada. Expresso desde logo meu pleno respeito à todas as mulheres, jamais pretendendo ofendê-las ou agredi-las. Externo minhas mais sinceras desculpas e fico à disposição para prestar os esclarecimentos devidos no sentido de ser desfeito este lamentável fato.

Att.

Ricardo Germano Efing

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