Por Mariana Honesko

O movimento nacional deve ter impacto nas Cidades Irmãs apenas a partir de segunda-feira, 23. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de União da Vitória, Mário Lúcio Pereira Ferreira, a decisão sairá durante a assembleia marcada para acontecer no final da tarde de amanhã. “Há a possibilidade de adesão dos bancários, mas só a partir de segunda-feira”, anuncia o presidente.
A classe reivindica, entre outros itens, reajuste salarial do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e outros 5%. O último acordo ocorreu há um ano, quando a categoria conseguiu 1,5% e a contratação de mais funcionários. “Sabemos que a greve não é boa para ninguém, mas é uma das maneiras de conseguirmos algumas conquistas e pedir mais melhorias”, avalia Ferreira.
A adesão depende da vontade dos funcionários, mas o sindicato sabe que nem todas as agências participam da manifestação. Quem apoia, em sua maioria, são os bancos públicos. Os privados nem sempre sinalizam sua participação. A partir de segunda, caso a greve seja iniciada, apenas os caixas eletrônicos estarão em funcionamento.
Correios não aderem à greve
A paralisação nos Correios que atinge vários estados brasileiros não interfere, por enquanto, nos serviços administrados pelas unidades das Cidades Irmãs. De acordo com a equipe de União da Vitória e Porto União, as entregas seguem normais, bem como a distribuição nas cidades que já aderiram. A greve, caso dure ainda mais tempo – hoje já são seis dias – pode interferir nos prazos de entrega.
A pauta nacional pede reajuste de 10% no piso salarial da categoria, reposição da inflação, aumento real de 6% e a manutenção do atual convênio médico.