A evolução da vacinação contra a Covid-19 é o assunto da vez.
Balanço da imunização no Brasil aponta que 12.793.737 pessoas já receberam até o dia 23 a primeira dose do imunizante, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa (formado por G1, O Globo, Extra, O Estadão de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL). O dado representa 6,04% da população brasileira. Já a segunda dose foi aplicada em 4.334.905 pessoas (2,05% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. Ao todo, 17.128.642 de doses foram aplicadas no País.

Com base na evolução da imunização, a reportagem fez um levantamento nos sistemas oficiais das Secretarias de Estado da Saúde do Paraná de Santa Catarina sobre o processo no Vale do Iguaçu e cidades vizinhas. Até o dia 24, a 6ª Regional de Saúde de União da Vitória imunizou 66,8% (9.514) do público alvo na primeira dose e 78,6% (1.981) da segunda dose. O total de doses distribuídas foi de 14.250 da primeira e 2.520 da segunda.
Em paralelo, a 6ª Regional na tarde de quinta-feira, 25, apresentou aos secretários municipais de saúde um painel de monitoramento da distribuição das vacinas e grupos a serem vacinados contra a Covid-19. Nele, constam que o total de doses recebidas foi de 16.260 e aplicadas 8.924. Já o total de vacinados chegou a 7.500, sendo 100% na primeira dose e 1.424 pessoas na segunda.
De acordo com o Secretário de Saúde de União da Vitória, Fernando Ferencz, o que possivelmente justifica a incompatibilidade dos dados é periodicidade na alimentação dos dados no sistema governamental, o que segundo ele, deve acontecer até este fim de semana.
“A vacinação vem acontecendo e de maneira transparente, porém os dados ainda não atualizados e compartilhados com a regional de saúde. Estamos com várias demandas de testes, ora positivos e negativos, que também precisam ser lançados no sistema”, explica.
Segundo Fernando, a secretaria estabeleceu um cronograma de vacinação para agilizar e garantir a segurança no processo; sendo que em 24 de março aconteceu a imunização dos idosos de 74 anos ou mais; 25 de março com 72 anos ou mais; 26 e 27 de março com 70 anos ou mais.

Ainda, explicou o secretário, que as unidades de saúde estenderam os horários para alcançar a meta de 100% do público alvo: quarta, quinta e sexta-feira, até às 19 horas, no Josmar Babi, Nossa Senhora da Salete, São Braz, Sagrada Família e São Bernardo.
Lembra ele, que no sábado, 27, dia do Aniversário do Município, acontece a vacinação em todas as unidades, que estarão abertas das 8 às 12 horas.
“Não esqueçam de levar os documentos (um com foto), CPF e comprovante de residência. Muitas pessoas não possuem cadastro e também nunca utilizaram o Sistema Único de Saúde. Pedimos que a população se desloque ao posto de saúde e realizem o cadastro”, orienta.
A responsabilidade pela estratégia de organização dos horários para aplicação das doses do imunizante é dos municípios. O Paraná tem 1.850 salas de vacinação distribuídas nas 399 cidades.

Como ainda não há doses suficientes para atender toda a população que será imunizada, a vacinação é feita de forma gradual. O Plano Estadual de Vacinação definiu alguns critérios para os grupos prioritários, que incluem os riscos de exposição à doença, de desenvolver formas graves, de transmissibilidade e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Neste primeiro momento, estão sendo vacinados os trabalhadores de saúde, os idosos com 60 anos ou mais que vivem em asilos, casas de repouso e afins e seus funcionários, os indígenas e pessoas com deficiência severa, alcançando 126 mil pessoas.
Pré-cadastro on-line

Foi lançado no dia 25 o pré-cadastro on-line para a vacinação contra a Covid em União da Vitória, para acompanhamento das doses necessárias para a vacinação dos grupos de risco. Os dados utilizados para estimativas dos grupos de risco, são os dos cadastros que foram atualizados no último ano junto ao SUS e do Censo realizado pelo IBGE, mas não são precisos, por isso a necessidade da realização do pré-cadastro, para que o cronograma de vacinação possa ser cumprido.
O formulário para o cadastro pode ser acessado através de um link disponível na página da prefeitura de União da Vitória, e alguns dados pessoais são exigidos para a realização do cadastro como: CPF, endereço, cartão SUS e contato.
Aplicação da vacina no Paraná
A aplicação das primeiras doses da vacina contra a Covid já recebidas pelos municípios paranaenses chegou a 64,5% na quinta, 25, totalizando 704.320 doses aplicadas. As cinco cidades com maior média são Marilena (98,6%), Paraíso do Norte (98,1%), Santa Isabel do Ivaí (97%), Farol (96,7%), Terra Rica (94,7%) e Santo Antônio do Caiuá (94,4 %).
Os percentuais levam em consideração as 1.091.871 vacinas distribuídas para a aplicação da primeira dose pela Secretaria da Saúde desde o início da imunização dos paranaenses, em janeiro – sendo que 369,65 mil novas doses chegaram aos municípios no dia 22. Os dados são do Vacinômetro, nova plataforma da pasta para atualizar o status da imunização do Paraná contra o coronavírus em tempo real.

Foto: Gilson Abreu/AEN
19.01.2021
Dos 399 municípios, 19 haviam aplicado entre 90% e 99,9% das doses recebidas, 26 entre 80% e 89,9% e 73 entre 70% e 79,9%. A maior parte dos municípios figura entre 60% e 69,9% das primeiras doses aplicadas: são 125 cidades nesta faixa, o equivalente a 31% de todo o Estado. Além destes, 88 municípios aplicaram entre 50% e 59,9% das doses, e 60 não chegaram a aplicar metade do que foi recebido.
Outros oito municípios apresentam mais de 100% de aplicação, mas o Vacinômetro aponta inconsistência nos dados recebidos por essas prefeituras. Das 22 regionais de Saúde do Paraná, a que obtém melhor média geral é a de Paranavaí, que já aplicou 73,1% do total de primeiras doses recebidas. A única outra regional que também já superou os 70% é a de Cascavel, com 72,9% das doses aplicadas.
Os dados foram divulgados ontem pela Agência Estadual de Notícias.
Estado pede agilidade na imunização e alimentação de dados
A diretora da 6ª Regional e Saúde de União da Vitória, Paula Fernanda Quaglio Krzyzanowski, participou no dia 23 de uma videoconferência com o Secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto e responsáveis pelas demais regionais, na qual discutiram a evolução da imunização no Estado e atualização vacinal.
Cabe a cada município a responsabilidade de estruturar o processo de vacinação, por meio da formação de equipes para a imunização e posteriormente atualização dos dados da vacinação. Já as regionais são as responsáveis pela entrega dos imunizantes aos municípios.
Durante a explanação do Secretário, foi admitida a lentidão na alimentação dos dados por parte dos municípios, haja visto que a percepção é de que o Paraná tenha imunizado um número bem maior de pessoas, pois não há uma periodicidade padrão para a divulgação. Exemplo, determinado município pode atualizar a cada três dias e outro semanalmente. Em razão disso, foi solicitado as equipes das regionais de saúde celeridade nos processos. A estratégia faz parte de uma nova recomendação do Ministério da Saúde.

A lentidão na alimentação dos dados sobre a imunização não é exclusividade da regional de União da Vitória que abrange os municípios de Antônio Olinto, Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Paula Freitas, Paulo Frontin, Porto Vitória, São Mateus do Sul e União da Vitória.
Na mesma reunião, foi pedido para que os municípios apresentem ampliação de horários de atendimento e locais alternativos para atingir os públicos alvo.
O Paraná utiliza as vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Até agora, a agência autorizou o uso de dois imunizantes: a Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a vacina de Oxford/AstraZeneca, feita em convênio com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Para esta primeira etapa de vacinação, o Ministério da Saúde encaminhou 6 milhões de doses da Coronavac aos estados, sendo que o Paraná recebeu 265.600 doses, em frascos de monodose, ou seja, 5% do total. Metade deste lote foi distribuída aos 399 municípios, que já iniciaram a vacinação. A outra parte ficará armazenada no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar).
Em Porto União
Conforme balanço parcial atualizado da vacinação contra a Covid-19 em Santa Catarina por municípios, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), a cidade de Porto União imunizou até agora 67,54% (2412) na primeira dose e 14,51% (518) na segunda dos grupos prioritários. Segundo o secretário de saúde, Marivaldo dos Reis Santa Isabel, a intenção é finalizar a faixa etária de 70 anos até este fim de semana.
“Desde 2019, quando começamos a fazer o recadastramento de toda a população, Porto União ampliou a procura pelas vacinas. Estamos vacinando em casa por meio de um cadastro de ‘Busca Ativa’. Tivemos essa experiência durante a vacinação contra a Gripe (Influenza) voltada para os idosos”, disse.

Segundo o secretário, é importante que os municípios intensifiquem o recadastramento porque é um retrato oficial de sua população. O ‘Busca Ativa’ possui cadastramento do grupo prioritário com saídas da equipe em campo.
“É uma alternativa que deu certo, pois Porto União estava na lanterna dos municípios da Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte) e do Estado e, agora avançou na lista, sendo resultado dessa estratégia de abordagem para a vacinação. É uma alternativa trabalhosa, mas compensadora em cobertura vacinal”, diz.
“É preciso apelo”
Marivaldo acrescenta que, do seu ponto de vista, o público não dá importância à vacina, não apenas da Covid-19. Disse que através da realização de um drive thru (neste caso, quando acontece a vacinação sem precisar sair do carro), por exemplo, é possível vacinar entre mil e duas mil pessoas em um dia.
“Essa vacinação dá resultado, porém para àqueles que tem interesse, mas e os demais? Como ficam? Os desinteressados ficam à deriva? É preciso muito apelo. Como exemplo cito o grupo das crianças de zero a cinco anos; este é um público com dificuldade para vacinação, porque depende do pai da mãe, do tio e da tia, do padrinho, enfim são muitas justificativas como morar longe e não tenho tempo. Esse é o problema de uma faixa que não responde por si só e que necessita de um apelo para se imunizar”.
Porto União integra a 24ª Regional de Saúde de Mafra, juntamente com São Bento do Sul, Rio Negrinho, Mafra, Itaiópolis, Papanduva, Monte Castelo, Bela Vista, Irineópolis, Canoinhas, Major Vieira, Campo Alegre e Três Barras. O total de doses aplicadas até o dia 24 na região foi de 16.497 (56,21) da primeira dose e 4.040 da segunda (13,77%).

De acordo com a enfermeira da imunização da Dive, Graziele Machado, a responsabilidade pela entrega das vacinas aos municípios é da regional e organização vacinal é dos municípios.
A Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforça que – mesmo com a vacinação – os cuidados de prevenção à Covid-19 devem ser adotados por toda população para redução da transmissão do vírus no Estado. Entre as principais medidas de precaução estão: uso de máscaras, distanciamento social e higienização frequente das mãos.
Vale lembrar que no sábado e domingo, 20 e 21 de março, as secretarias municipais de Saúde Catarinenses promoveram diferentes estratégias de vacinação para acelerar a aplicação das doses na população de idosos com 75 anos ou mais. Algumas ativaram postos de vacinação em sistema drive-thru, outras abriram unidades ou viabilizaram a aplicação do imunizante em locais de fácil acesso.
Conforme balanço preliminar, em São José, município da Grande Florianópolis, foram aplicadas 2.781 doses da vacina contra a Covid-19, apenas no sábado. Na Capital, 3.498 doses foram aplicadas. No município de Canoinhas, no Planalto Norte, foram outras 1 mil doses em apenas um dia e, em Palhoça, 1.149 doses. Em Chapecó, foram informadas a aplicação de 1.860 doses no sábado e em Tubarão 1.839.

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), o Estado conseguiu encaminhar no dia 19, mais 73.700 doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, para o abastecimento de todos os municípios.
A distribuição das doses de vacina deve continuar acelerada em Santa Catarina. No dia 22, a Secretaria de Estado da Saúde, com o apoio das forças de segurança e salvamento, começou a distribuição das 146.750 novas doses da vacina contra a Covid-19 que chegaram ao estado no último sábado, 20. Desta vez, serão distribuídas 5.750 doses da AstraZeneca/Fiocruz e 141 mil doses da Coronavac/Butantan.
As demais doses, 141 mil (Coronavac/Butantan) e 900 (AstraZeneca/Fiocruz), serão destinadas integralmente à vacinação dos idosos acima de 70 anos e dos trabalhadores da saúde. Desta vez, também seguindo recomendação do MS, o estado fará a distribuição de 100% das doses recebidas da AstraZeneca/Fiocruz e Coronavac/Butantan para aplicação da primeira dose (D1), pois há garantia de nova remessa de doses, no prazo adequado para que o esquema vacinal seja finalizado.
Nenhum dos grupos prioritários foi 100%
Ao completar dois meses de vacinação contra o coronavírus no dia 19, Santa Catarina está longe de alcançar a imunização total dos grupos prioritários. Em dois meses de aplicações, pouco mais de 100 mil pessoas receberam as duas doses necessárias para proteção contra a Covid no Estado e nenhum dos 27 grupos prioritários previstos no Plano Estadual de Vacinação foi 100% imunizado. O total de pessoas que tomaram as duas doses necessárias representa apenas 3,69% do público preferencial, que é composto por 2,89 milhões de pessoas. A informação foi divulgada pelo Diário Catarinense.
Manaus supera a meta
A informação foi divulgada no dia 28 de fevereiro e está disponível no site da prefeitura de Manaus. Com 57,3 mil trabalhadores da Saúde já vacinados com a primeira dose contra a Covid-19, a cidade superou a meta de vacinar 90% desse grupo prioritário na capital. A população estimada desse público em Manaus é de 63,3 mil pessoas e a meta era vacinar, no mínimo, 56,9 mil. Manaus também já alcançou a meta de vacinar 90% dos idosos de 80 anos ou mais e se aproxima desse percentual nas demais faixas de idade contempladas até o momento.
Butantan vai vacinar cidade inteira
A cidade de Serrana, no interior de São Paulo, terá vacinação em massa contra a Covid-19 como parte de um estudo clínico do Instituto Butatan. Informação foi divulgada em fevereiro, por meio de reportagem da revista Super Interessante. O objetivo é observar qual será o impacto da vacina na contenção da pandemia. Todos os habitantes com mais de 18 anos poderão ser vacinados, e a expectativa é que 30 mil pessoas sejam imunizadas em dois meses. O município de 45.844 habitantes, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recebeu as doses do imunizante Coronavac para iniciar sua campanha em 17 de fevereiro. Esses lotes integram o total de doses destinadas ao estado de São Paulo e não afetarão a distribuição das vacinas em outros estados. Chamado Projeto S, a iniciativa visa verificar a efetividade da vacina em uma população total. O estudo permitirá analisar se a vacina previne ou não a transmissão de Covid-19.
Vacinação contra COVID-19
- Vacina é gratuita?
Sim. É disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) atendendo a ordem dos grupos prioritários. Por isso é importante ficar atento e não cair em golpes, pois não houve liberação de venda no Brasil.
- Qual será a ordem de vacinação contra a Covid-19?
Estão previstos para serem vacinados, pela ordem: idosos de 80 anos ou mais; pessoas de 75 a 79 anos; de 70 a 74 anos; de 65 a 69 anos; de 60 a 64 anos; pessoas em situação de rua; trabalhadores das forças de segurança e salvamento; pessoas com comorbidades; trabalhadores da educação e da assistência social (Cras, Creas, casas/unidades de acolhimento); quilombolas, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas; caminhoneiros; trabalhadores do transporte coletivo; trabalhadores do transporte aéreo; trabalhadores portuários; população privada de liberdade; trabalhadores do sistema prisional; demais grupos, com exceção daqueles não podem ser imunizados.
- Gestantes, lactantes ou puérperas poderão tomar a vacina?
A segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas nesses grupos, mas estudos em animais não demonstraram risco de malformações. Para as mulheres pertencentes ao grupo de risco, a vacinação poderá ser realizada após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios e com decisão compartilhada entre ela e o seu médico prescrito.
- Vacina é recomendada para crianças e adolescentes?
Os testes clínicos das duas vacinas aprovadas até agora pela Anvisa não contemplaram menores de 18 anos. Por isso, enquanto não houver estudos mais completos que incluam essa população, as crianças e adolescentes não estão no público-alvo que será imunizado. Após os resultados dos estudos clínicos da fase III, essas orientações podem ser revistas.
- Faço uso de medicamentos controlados, há alguma contraindicação?
A vacina somente é contraindicada às pessoas que têm hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos seus componentes, além daquelas que já apresentaram uma reação alérgica intensa confirmada ao tomar uma dose anterior de uma vacina contra a Covid-19.
- Quem já teve Covid-19 pode se vacinar?
Pode. Não há evidências, até o momento, de qualquer risco com a vacinação de indivíduos com histórico anterior de infecção ou com anticorpo detectável para SARS-CoV-2. Além disso, como há casos de reinfecção e mesmo novas variantes do vírus circulando, ainda não existem evidências de que quem pegou a doença já esteja automaticamente imunizado.
- Todo mundo é obrigado a se vacinar?
A vacinação é um pacto coletivo, que há décadas têm salvado milhões de pessoas de serem contagiadas e morrerem por doenças virais. Isso significa que quanto mais pessoas tomarem a vacina, menos o vírus circula no ambiente, evitando que aquelas que por algum motivo não podem ser vacinadas sejam contaminadas. Por isso, quanto mais pessoas se imunizarem, mais fácil será de conter a disseminação do coronavírus.