Por Mariana Honesko
Equipe técnica formada por profissionais da prefeitura de Porto União e Irineópolis decidiu pela interdição parcial do tráfego sobre a ponte. A ação, tomada ontem, é fruto de uma análise simples, mas reveladora. A ponte, que liga os municípios e fica na região conhecida como “Cachoeirinha”, na BR-280, ameaça ceder. Um trecho do asfalto, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), também pode ruir. Uma das pistas já está interditada e o tráfego de veículos está liberado somente em meia pista. “A ponte pode cair. Não é algo imediato, mas isso pode acontecer”, comenta o chefe da Defesa Civil de Porto União, cabo Adhemar Rodrigues Lírio. “A situação é critica e tende a piorar cada vez mais”, completa.
A necessidade de uma intervenção se tornou tão urgente que os laudos foram feitos pelo município. “Não é nossa obrigação, mas para evitar acidentes, decidimos por isso. Não é da competência do município, mas nos obrigamos por conta do risco que isso pode ter”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Christian Martins. O trecho com problemas está em processo de federalização. Uma comissão entre os departamentos de Infraestrutura do Estado e da União – Dnit e Deinfra – deve ser formada para tentar apurar o que pode ser feito no local.
Os laudos de suporte à análise da Defesa Civil de Porto União serão entregues hoje ao Deinfra. Martins e o vice-prefeito, Aloísio Salvatti, levam o processo até a capital do Estado. “Estamos cobrando isso do Governo de Estado, mas entendemos que não dá pra ficar esperando. A prefeitura está fazendo a parte dela”, diz o secretário. O relatório dará base para a montagem de um projeto de intervenção. A ponte que sofre com danos provavelmente foi construída em 1986, durante a pavimentação da rodovia.
Desvio dos caminhões
De acordo com o cabo Lírio, as polícias rodoviárias de Canoinhas e de Matos Costa já foram informadas sobre os problemas na estrutura do pavimento bem como da ponte. Caminhões que tem peso superior às 23 toneladas precisam desviar o trecho pelo município de Matos Costa e Calmon. Especialmente os caminhões articulados devem respeitar as orientações dos militares e da sinalização.