Doria confirma GP de São Paulo de F-1 com 100% do público e “sprint race”

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Atualizado há 5 anos

O GP São Paulo será uma das três etapas do calendário da Fórmula 1 em 2021 a contar com a chamada “sprint race”, novo formato do treino classificatório da corrida. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo governador João Doria, que revelou também a possibilidade de adiamento em uma semana da prova, marcada para 7 de novembro, e a comercialização de um novo lote de ingressos, com o Autódromo de Interlagos podendo contar com 100% de ocupação.

“Com o avanço da vacinação na capital e no Estado de São Paulo, um novo lote de ingressos para o GP São Paulo será liberado a partir do dia 27 de agosto, tornando possível a ocupação de até 100% das arquibancadas do Autódromo de Interlagos”, disse Doria.

“Para quem vier, será obrigatório o uso de máscara e todos terão a temperatura medida, com uso de álcool em gel gratuito para todas as áreas do autódromo. E, se necessário, poderá haver alguma medida adicional”, afirmou o governador, que não descartou uma mudança nesta situação, caso a pandemia volte a se agravar na cidade. “O governo do estado e a prefeitura vão monitorar a evolução da vacinação na capital e no Estado e o controle da pandemia. Poderemos ter mudanças.”

Doria confirmou também que São Paulo, após ficar fora da temporada passada por causa da pandemia, terá a nova “sprint race”. “O GP vai contar com a sprint race, uma corrida extra no sábado. Será absolutamente emocionante. Pela primeira vez na história da F-1 teremos este formato aqui no Brasil. Na prática, serão duas corridas no Brasil”, afirmou o governador de São Paulo.

A sprint race é a principal novidade da F-1 para este ano. Trata-se de novo formato para o treino classificatório, que define o grid de largada, em período de testes. Se aprovado pela direção da F-1, poderá estar em todas as etapas do próximo ano na categoria. Em 2021, o formato já esteve no GP da Inglaterra, onde foi sua estreia, e estará na Itália e também no Brasil.

Na prática, a sprint race é uma mini-corrida disputada no sábado, com um terço da duração da prova de domingo e que vale pontos para o campeonato. É uma tentativa da direção da F-1 de gerar mais emoção ao público nas arquibancadas e na TV para as demais atividades do fim de semana, sem depender apenas da corrida. Assim, o pole position é definido por uma disputa direta, e não apenas pelos tempos registrados pelos pilotos a cada volta no treino classificatório tradicional.

Doria também confirmou que a organização da prova brasileira – agora chamada de GP São Paulo, em vez do anterior GP do Brasil – tenta adiar em uma semana a corrida deste ano. Ela está marcada para o fim de semana dos dias 5, 6 e 7 de novembro. Mas a proposta é mudar para os dias 12, 13 e 14 por causa do feriado do dia 15, segunda-feira. “Será um feriado prolongado, com ocupação hoteleira muito maior e mais serviços usados na cidade. Vai aumentar a receita, com maior número de visitantes na cidade, maior potencial de venda no comércio varejista, setor de bebidas e transporte”, justificou Doria.

De acordo com Alan Adler, novo promotor do GP, a solicitação já chegou à direção da F-1 e as chances de o pedido ser aceito é de 50%. A organização espera confirmar a data da corrida até o dia 26 deste mês. Isso porque a venda de novo lote de ingressos vai começar no dia 27. A comercialização das entradas já havia sido encerrada, mas, devido à queda no número de casos e de óbitos por covid-19 no Estado, haverá a permissão de vender mais 20 mil ingressos, com a liberação de até 100% do autódromo para receber torcedores.

SÃO PAULO X RIO DE JANEIRO – Doria não deixou de lembrar a polêmica envolvendo as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro nos últimos anos, pela disputa pela etapa da Fórmula 1 em solo brasileiro. A capital fluminense negociou com a direção da categoria, sem sucesso, e chegou a afirmar que estava muito perto de confirmar o contrato. Políticos, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, entraram na disputa esportiva.

Nesta segunda, o governador de São Paulo ironizou o anúncio feito por Bolsonaro em 2019 de que o Rio iria receber a corrida. “Não posso deixar de ter um pouquinho de bom humor na lembrança daquela cena do nosso presidente da República, quando disse que o GP Brasil de F-1 iria sair de São Paulo, iria para o Rio de Janeiro, com 99,9% já acertado”, recordou Doria. “Bem humoradamente, eu digo: presidente, venha assistir ao GP São Paulo. O senhor é nosso convidado. Pode até vir de motocicleta. Desde que use máscara, passe álcool em gel na mão e tire sua temperatura, o senhor será bem-vindo. E esteja vacinado também.”

Doria e o prefeito Ricardo Nunes, também presente na coletiva desta segunda, exaltaram os números estimados para o GP, com foco no impacto econômico. Segundo dados da FGV, a previsão é de R$ 670 milhões, sendo R$ 111 milhões de tributos, com geração de 8 mil empregos temporários por conta da prova de F-1. “Mas essa é uma projeção conservadora, com base em 2019. O impacto pode ser até 30% maior”, enfatizou Doria.

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