A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais atingiu R$ 171,270 bilhões em julho, informou na quarta-feira, 25, a Receita Federal. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 137,169 bilhões (valor já corrigido pela inflação), houve aumento real de 35,47%. O resultado foi recorde para o mês de julho na série histórica do órgão, que tem início em 1995 e é atualizada pela inflação.
No acumulado do ano até julho, a arrecadação federal soma R$ 1,053 trilhão, também o maior volume para o período da série histórica. O montante representa um avanço real de 26,11% na comparação com os sete primeiros meses do ano passado.
Segundo a Receita Federal, a alta da arrecadação neste ano pode ser explicada, principalmente, por fatores não recorrentes, como recolhimentos extraordinários de R$ 24 bilhões do IRPJ e da CSLL, ante R$ 2,8 bilhões no mesmo período do ano anterior.
Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, vê nesses números um sinal de retomada “vigorosa” da economia interna, depois do efeito provocado pela pandemia de covid-19 no ritmo de atividade do País desde o ano passado. Ele também rechaçou as críticas em relação ao efeito da inflação sobre a receita, destacando que o resultado de janeiro a julho mostra crescimento de 25% ante o ano passado já descontado o IPCA do período. “Há efeito da inflação, mas há inequívoco vigoroso crescimento econômico”, afirmou ele.
Guedes ainda destacou que, à exceção de janeiro e de junho, todos os resultados mensais este ano foram recordes para a série histórica, já desconsiderando a inflação. “O resultado de julho é o terceiro melhor resultado para todos os meses da história.” Segundo ele, os números parciais mostram que a arrecadação deve ficar R$ 270 bilhões acima do estimado inicialmente para 2021.
Guedes também mencionou que os destaques positivos têm sido PIS/Cofins, impostos sobre pessoas jurídicas e os ligados à área de Previdência.