Ao lado de Bolsonaro, chefe do Exército fala em estabilidade

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Atualizado há 5 anos

Enquanto o mundo político se pergunta se parte das Forças Armadas estaria disposta a aderir a uma ruptura institucional, o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, fez um discurso na quarta-feira, 25, em cerimônia alusiva ao Dia do Soldado, no qual falou em garantia da estabilidade e dos poderes constitucionais. “A defesa da pátria, a garantia dos poderes constitucionais, a garantia da lei e da ordem são o farol que orienta o preparo da força terrestre.”

“O momento desta justa homenagem aos soldados, que muito contribuíram e contribuem para a unidade e a grandeza do Brasil, nos motiva a reafirmar o compromisso com os valores mais nobres da Pátria e com a sociedade brasileira em seus anseios de tranquilidade, estabilidade e desenvolvimento”, afirmou o comandante.

Ele disse ainda que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica estão “sempre prontos a cumprir a missão delegada pelos brasileiros na Carta Magna”, lembrando que as Forças Armadas têm como comandante supremo o presidente da República e que também são dirigidas pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto.

As declarações foram feitas na presença dos presidentes da República, Jair Bolsonaro, da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), além de ministros como Paulo Guedes, da Economia, e Marcelo Queiroga, da Saúde. Em uma postura inusual, Bolsonaro utilizou máscara de proteção contra a covid-19 durante a cerimônia.

Nos últimos meses, as Forças Armadas têm sido citadas por Bolsonaro em meio a ataques às instituições, como as ameaças de não aceitar o resultado das eleições em 2022. No dia 12, Bolsonaro disse que as Forças Armadas são o “Poder Moderador” da República e “dão apoio total” às decisões dele.

Três dias depois, as afirmações do presidente foram referendadas pelo chefe da Casa Civil. No dia 15, Braga Netto disse que as Forças Armadas são “protagonistas dos principais momentos da história do País” e estão “sob autoridade suprema do presidente da República”.

Os ataques à democracia levaram cinco ex-presidentes da República a procurar militares para saber a disposição dos quartéis, como relevou o no domingo. Emissários ouviram de generais da reserva e da ativa a garantia de que as eleições vão acontecer e de que o vencedor, seja quem for, tomará posse.

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