
A chuva não cai com tanta intensidade mas o volume já é suficiente para provocar problemas no anel central. Segundo a secretaria de Obras, as bocas-de-lobo de alguns cruzamentos não têm vazão suficiente para esgotamento. Assim, o entroncamento da rua Professora Amazília e Visconde de Guarapuava e alguns trecho da Avenida Manoel Ribas, ficam comprometidos.
Nesta tarde, os veículos e motocicletas tiveram dificuldades nas manobras. Muitos optaram por caminhos alternativos, especialmente nos horários de pico. O motorista, Renan Braum, não teve tanta sorte. Seu carro caiu em um buraco que estava escondido embaixo da água. “Eu estava indo levar minha esposa para o serviço e acabei enfiando o carro dentro de um buraco. Consegui tirar o carro com a ajuda da comunidade”, conta Braum. Segundo ele, a água não atingiu o interior do veículo mas comprometeu os amortecedores. Os prejuízos devem custar mais de R$ 350. “Quando eu desci do carro a água batia na altura do meu joelho”, explica.
Segundo a secretaria de Obras, a falta de vazão é fruto de uma tubulação bastante antiga, feita de pedra. “Os bueiros não tem vazão para o porte da cidade”, explica o coordenador da secretaria, Augusto Rene Martinez. O pedido é para que as pessoas tenham paciência e mantenham a escolha de rotas alternativas como prioridade.
A chuva ainda não preocupa os órgãos de assistência aos moradores de áreas alagadas. O rio Iguaçu segue com seu nível mais baixo e a redução é gradual. “Esperamos que a chuva pare e que também não chova em outras regiões, o que pode fazer o nível voltar a subir”, avalia Martinez.


