O Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu à Justiça o afastamento imediato do presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, pela prática de assédio moral. Segundo o procurador Paulo Neto, responsável pelo caso, as investigações concluíram que há perseguição político-ideológica, discriminação e tratamento desrespeitoso por parte de Camargo contra servidores do órgão.
A ação pede que Camargo seja condenado a pagar indenização de R$ 200 mil por danos morais. Além disso, requer que a fundação “não permita, submeta ou tolere a exposição de trabalhadores a atos de assédio moral praticado por qualquer um de seus gestores” e cobra um diagnóstico do meio ambiente psicossocial do trabalho.
As investigações que culminaram no processo duraram mais de um ano, com a oitiva de 16 pessoas, entre ex-funcionários, servidores públicos concursados, comissionados e empregados terceirizados do órgão. De acordo com a Procuradoria do Trabalho, as apurações indicaram que Camargo persegue os trabalhadores que ele classifica como “esquerdistas”, promovendo um “clima de terror psicológico” na fundação.
Em entrevista ao , o novo procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira, manifestou ontem apoio da instituição ao procurador Paulo Neto. “O procurador tem todo o nosso apoio para continuar o trabalho, para que o assédio moral não tenha guarida nas nossas empresas e instituições”, afirmou Pereira.
Pelo Twitter, Camargo afirmou que “o MPT não tem autoridade para investigar servidores ou pessoas em cargos comissionados”, e que as acusações contra ele “partiram de militantes vitimistas e traíras”. (Colaboraram Vera Rosa e Eduardo Rodrigues)