Casa do Porco é destaque em ranking mundial

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Atualizado há 5 anos

A Casa do Porco, dos chefs Janaina e Jefferson Rueda, conquistou a 17ª colocação no ranking dos 50 melhores restaurantes do mundo de 2021, um salto de 22 posições. O restaurante, que entrou para a lista na 39ª posição em 2019, última edição do World’s 50 Best Restaurants, segue sendo o único brasileiro a figurar entre os melhores. A cerimônia de premiação, que reuniu grandes nomes da gastronomia mundial, ocorreu na terça-feira, 5, em Antuérpia, na Bélgica.

“É uma honra para a gente estar na lista ao lado de grandes chefs do mundo. Penso que esse prêmio é para todo o Brasil, para todos os chefs e restaurantes do nosso país, que representam tão bem a nossa gastronomia. Torcemos para que, nos próximos anos, tenha mais Brasil na lista! Há muita gente boa fazendo trabalhos incríveis”, declarou Jefferson Rueda, que esteve presente na cerimônia de premiação ao lado de Janaina.

O grande consagrado da noite foi o dinamarquês Noma, eleito o melhor restaurante do mundo pelo ranking em 2021. A casa do chef René Redzepi já foi considerada a melhor do mundo quatro vezes, entre 2010 e 2012 e também em 2014. O restaurante fechou em fevereiro de 2017 e reabriu no início de 2018 em novo endereço e com diferentes propostas. Por esse motivo, o Noma 2.0, como a nova versão é chamada, pôde participar da lista, já que no início de 2019 a organização do evento havia anunciado que todos os restaurantes que alcançaram o topo não poderão mais participar nos anos seguintes. No discurso de agradecimento, o chef dinamarquês falou da alegria de estar de volta ao topo, mesmo sabendo que não poderá aparecer novamente na posição.

O segundo lugar foi para o também dinamarquês Geranium, do chef Rasmus Kofoed, que na última edição havia ficado na 5.ª colocação. O terceiro colocado é novamente o espanhol Asador Etxebarri, que fica em San Sebastián. Comandado por Victor Arguignoz, é um lugar simples que prima pela excelência da grelha. O chef também conquistou neste ano o prêmio Chef’s Choice Award, uma homenagem concedida pelos seus pares.

Após um hiato de dois anos na premiação – em 2020 a cerimônia não ocorreu por causa da pandemia -, a lista de 2021 foi criada levando em consideração as restrições impostas aos restaurantes e às viagens internacionais, realizadas pelos jurados. De acordo com a organização, a nova seleção é uma combinação de votos expressos em janeiro de 2020 e uma atualização da votação que ocorreu em março de 2021.

Aberto em 2015, no centro de São Paulo, A Casa do Porco é um dos restaurantes mais concorridos da cidade. A cozinha, sob a batuta do chef Jefferson Rueda, expede pratos preparados com diferentes cortes de suínos. Os animais são criados soltos e alimentados naturalmente no Sítio Rueda, em São José do Rio Pardo, de onde vem também boa parte dos vegetais usados na casa.

A estrela do menu é o porco à Sanzé, assado inteiro numa enorme churrasqueira, desenhada pelo chef e instalada na cozinha à vista do salão – depois de ser marinado, passa oito horas na churrasqueira até ficar macio, quase desfiando com o toque do garfo, e é aproveitado em sua totalidade. Apesar da temática suína, vegetarianos também são bem recebidos ali. Em abril, o chef lançou o primeiro menu-degustação sem carne da história do restaurante.

Além de estar entre os melhores do mundo, A Casa do Porco também aparece como o restaurante brasileiro mais bem colocado na lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina – ranking regional divulgado pelo 50 Best, de 2020 -, na 4ª posição.

O casal também está à frente de outros empreendimentos de sucesso no centro de São Paulo. Inaugurado em 2018, o Hot Pork é uma lanchonete dedicado ao cachorro-quente. Ali, todos os ingredientes são produzidos de forma artesanal, inclusive as salsichas, feitas apenas com carne suína e preparadas por Rueda sem aditivos e com validade de apenas um dia. Logo ao lado, na Rua Epitácio Pessoa, está a Sorveteria do Centro, uma janela dedicada aos sorvetes tipo soft, feitos com ingredientes frescos, sem corantes nem aromatizantes artificiais, servidos como sobremesa, em casquinhas coloridas. Ainda no universo das comidas de rua, o casal deve abrir nos próximos meses uma casa dedicada aos milk-shakes, pela primeira vez fora do centro, nos Jardins.

No ano passado, por causa das restrições impostas pela pandemia, os quatro restaurantes comandados pelo casal Rueda, incluindo o Dona Onça, estrearam nos serviços de delivery. Hoje, é possível provar seus pratos no conforto de casa e fugir das filas que já são corriqueiras ali – outra novidade é a possibilidade de fazer reservas para o almoço e jantar durante a semana (ainda que bem disputadas pelo app TheFork). Além do cachorro-quente do Hot Pork, para pedir pronto ou no kit para fazer em casa (R$ 60, 4 unidades), o delivery, em cartaz no iFood, abarca os sanduíches da janelinha de Comida Rápida e o próprio porco à Sanzé (R$ 81), que chega em uma caixinha com divisórias que eles chamam de #CPF Caixa Prato Feito, com linguiça na brasa, salada de couve, tartar de banana, tutu de feijão e farofa de cebola.

A segunda metade da lista. Há uma semana, o 50 Best divulgou a segunda parte do seu ranking, com as casas que ficaram entre a 51.ª e a 100.ª posição. A lista ampliada apresenta três brasileiros: o D.O.M. foi o mais bem colocado, na 61ª posição. Este é o segundo ranking em que a casa do chef Alex Atala fica de fora da seleção principal – em 2012, ele ocupava o topo da lista, em 4° lugar, a melhor colocação já conquistada por um restaurante brasileiro. Na sequência, na 67.ª posição, vem o carioca Oteque, do chef paranaense Alberto Landgraf, que subiu 33 posições em relação à última edição do ranking, em 2019, quando estreou na lista na 100.ª posição. Além deles, figura na lista o também carioca Lasai (85.º), do chef Rafael Costa e Silva.

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