Hamilton também reconheceu que a Red Bull é a favorita para a etapa brasileira, por apresentar um motor que se adequa melhor à atitude da capital paulista. “Da última vez que estivemos aqui, eles foram incrivelmente fortes. Então, será bem difícil superá-los neste fim de semana, mas não vamos desistir.”
O rendimento de Verstappen na etapa passada, no México, também surpreendeu o piloto britânico. “Acho que o ritmo deles estava fenomenal na corrida passada. Eles estão muito fortes ao longo de toda a temporada. Têm o melhor carro do grid, como se pode perceber.”
No domingo passado, Verstappen obteve uma vitória quase de ponta a ponta. Ele ultrapassou o finlandês Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton na Mercedes, e não foi alcançado pelos rivais até o fim. Após a corrida, Bottas foi criticado por não ter contido o holandês na largada. Nesta quinta-feira, o inglês evitou polemizar sobre o assunto.
“É um esporte de equipe. É o jeito que a nossa modalidade funciona. Não me importo muito. É claro que gostaria de fazer as coisas sozinho, mas, com uma Red Bull à frente e outra atrás, a estratégia pode ir contra você. Então temos de trabalhar como um time, por isso temos dois carros”, afirmou.
Longe de repetir as grandes performances dos últimos anos, o dono de sete títulos mundiais venceu apenas cinco corridas em 18 etapas disputadas na temporada até agora. Trata-se de sua pior performance na F-1 desde que passou a integrar a Mercedes, em 2013. Na ocasião, venceu apenas uma prova durante todo o campeonato.
Com o desempenho abaixo do esperado, ele está 19 pontos atrás de Verstappen. A situação ruim pode ficar pior se a Mercedes confirmar uma possível troca em um dos componentes do seu motor. A mudança geraria como punição a perda de cinco posições no grid de largada, no domingo. Nesta quinta, o piloto evitou comentar a possível sanção. “Até onde eu sei, o motor está bem”, minimizou.