Vida saudável marca o Dia Mundial do Diabetes

Cuidados com a saúde podem reduzir chances da doença e minimizar os efeitos em quem já a tem

·
Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

Diabetes
Willyanne Kassye Gleyne Stenzel

No Dia Mundial do Diabetes, os especialistas têm na receita de uma vida saudável o melhor medicamento. Equilíbrio na alimentação e uma postura com rotina podem garantir melhores resultados. A auxiliar de enfermagem Willyanne Kassye Gleyne Stenzel sabe bem como essa combinação tem impacto.

Aos 26 anos Willyane é exemplo em comportamento e no cuidado com a saúde. A jovem é diabética, mas garante ter uma vida normal, mesmo dependendo da aplicação diária da insulina e de rigorosas regras alimentares. “Viajo, faço tudo que uma pessoa normal faz. Tenho limitações, mas as pessoas tem que seguir em frente. Com a dieta, com o exercício, a gente tem uma vida saudável”, sorri. Willyane é mãe e estreou na maternidade um ano após saber que tinha a doença. O menino é saudável e hoje é um de seus maiores apoiadores, além de uma espécie de fôlego extra para a mãe.

Os motivos que empolgam o equilíbrio podem ser diferentes mas, em comum, diabéticos carregam no estilo de vida mais regrado, sua força. O modelo é incentivado pelos médicos. Em União da Vitória o endocrinologista Teófilo Mamcarz recomenda o perfil. “Uma caminhada curta, de 30 minutos, deixar o carro mais longe do trabalho. Isso tudo ajuda, especialmente no combate da Diabetes tipo 2, que é a mais comum”, explica.

A doença vem em duas versões. A do tipo 2, como definiu Mamcarz, atinge mais os adultos, especialmente nos que tem disposição genética e maus hábitos. Estimativas apontam que entre 7 e 8% da população tem perfil para a doença. Já o tipo 1 é mais comum em crianças e em jovens. “Os picos ocorrem entre os quatro e seis anos e entre os oito e 12 anos. Ele não tem característica genética”, pontua o endocrinologista A Diabetes tipo 1 é uma deficiência na produção da insulina. No organismo, é ela a responsável pela absorção e aproveitamento da glicose.

Programa Federal para apoio

Criado para dar suporte aos pacientes, o Hiperdia atende diabéticos e hipertensos pela Rede Municipal de Saúde. Além de ter uma equipe de profissionais atuando nos bastidores, o programa permite a organização de encontros entre os pacientes, bem como a distribuição de medicamentos. Em União da Vitória, de acordo com a Secretaria da Saúde, há cerca de 1.600 pacientes cadastrados. Destes, 389 fazem uso diário de insulina. Já em Porto União, 961 diabéticos estão cadastrados no Programa.

Perda de membros

De acordo com levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, cerca de 40 mil cirurgias de amputação de membros inferiores haviam sido feitas no Brasil em 2009. A maioria, 90%, era decorrente de complicações do Diabetes. Para especialistas, o número não está apenas associado à falta de cuidados dos pacientes. Uma política de prevenção aos sintomas pré-diabéticos poderia ajudar na redução dos números.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!