Novembro Azul promove a prevenção do câncer em homens

Câncer de próstata é o mais comum mas temor pelo exame pode comprometer diagnóstico precoce

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Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

3894582448Ele dura menos de dez segundos mas é ingrediente para piadas e preconceito. O exame de toque, usado para diagnosticar o câncer de próstata não é bem aceito entre os homens. O mecanismo não chega a ser opcional mas esbarra nesta possibilidade. Antes dele, o exame de sangue – o PSA, Antígeno Prostático Específico, em inglês, Prostate Specific Antige – também contribui para a identificação da qualquer alteração. Na tentativa de chamar a atenção para uma das doenças mais comuns entre os homens e pela gravidade de sua ação no organismo, a campanha Novembro Azul ganha destaque. O projeto segue na tendência da prevenção iniciada primeiro pelas mulheres, no Outubro Rosa. Agora, é a vez deles.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata é o mais comum entre os homens. “Um em cada seis homens vai ter a doença”, confirma o urologista, Fábio Pilz, que atende pacientes em União da Vitória e nos municípios. A doença tem cura e ela ocorre especialmente quando é identificada cedo. “Prevenção sempre é menos dolorido e aumenta a chance de escapar de uma doença que tem cura”, ressalta o urologista.

A partir dos 40 anos, os homens devem ficar mais atentos. Nesta idade, o exame vale especialmente para quem tem histórico da doença na família. Quem não tem pode deixar para mais tarde e procurar o médico a partir dos 45 anos. A recomendação etária é da Sociedade Brasileira de Urologia. “Apesar de todas as brincadeiras que são feitas em relação ao toque, as pessoas tem cada vez menos preconceito em relação ao exame. Mas, ele dura menos de dez segundos, não causa problema de saúde e não deixa o homem menos homem”, sorri Pilz. “Na verdade, para fazer o exame, tem que ser macho”, brinca.

próstataO câncer de próstata é silencioso. Ele não apresenta sintomas e é justamente por isso que o exame é recomendado. Em casos mais graves, a intervenção cirúrgica é necessária bem como são as sessões de radioterapia. Os resultados pós-operatórios – ou mesmo após as rádios – não são tão bons. Há casos de pacientes que precisam usar fraldas por um período e aqueles que encontram dificuldades para manter relações sexuais. “Primeiro é importante deixar a pessoa viva. A vida é mais importante e o homem precisa deixar o machismo de lado e pensar nisso. As seqüelas vem depois mas são tratáveis”, avalia o médico.

Outras doenças

Além do de próstata, outros quatro cânceres podem afetar os homens na mesma região. O de rim, de tênis, de testículo e de bexiga estão associados ora com a falta de higiene ora com o consumo de cigarro. Endossa a possibilidade o histórico genético e o comportamento desequilibrado com a alimentação.

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