O zumbido provocado pela quantidade de abelhas anunciava de longe que era preciso manter os vidros dos carros bem fechado. Ontem, pouco antes do meio-dia, o Corpo de Bombeiros precisou dar suporte para o enxame que encontrou proteção na rua Frei Rogério. Elas se concentraram entre dois estabelecimentos comercias e justamente no horário de pivô, provocaram pânico e muita curiosidade. Os mais ousados arriscaram-se para registrar a cena.
Segundo os comerciantes das áreas próximas, as abelhas estariam apenas voando por lá, em menor quantidade. Mas, após algumas “baixas” em seu exército, ficam nervosas, aglomeram-se em quantidade e voavam, sem direção definida. “Este tipo de ocorrência é comum nesta época do ano, especialmente quando o tempo está para chuva”, comenta o soldado Clodoaldo Santos, do Corpo de Bombeiros.
Os militares estiveram no local e seguindo orientações dos apicultores, deixaram uma caixa de papelão no meio da rua. A “armadilha” serve, na verdade, como um conforto para as abelhas. Elas reúnem-se e voam para dentro dela. “Nossa orientação é para que o local fique isolado. Se a gente tenta fazer algo, muitas abelhas não estão ali e elas ficam mais alvoroçadas. O ideal é isolar o local à noite”, explica Santos.
Na rua Frei Rogério, o isolamento só deve ocorrer a partir de acidentes. As abelhas recolhidas são encaminhadas para os apicultores, que devolvem o inseto à natureza.



