Artigo: Dormência Desejáveis

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Atualizado há 13 anos

Por Vanderlei Woytowicz 

Se esqueça do mundo por uma fração de minutos e, torne-se aquilo que verdadeiramente é. Você. As sutilezas são poesias rodeadas de plumagem, a dormência é o apagão do corpo, o curto circuito dos dias, não envelheça no sofrimento, não sabemos até quando estaremos do lado de cá. Tenha cuidado, não absorva, não consuma e não transmita nada que não valha um pouco de pureza. De vez em quando o que mais precisamos, é pegar toda aquela sentimentalidade no colo, embalar, fazer cafuné e por pra dormir, até porque reconhecer as próprias dores é sentá-las do nosso lado, e entender o melhor caminho pra elas, e pra nós mesmos.

Não desfrutamos nem metade do que poderíamos, não conhecemos o mundo todo, mas nos reconhecemos enquanto parte dele, seres em missões que deságuam em fonte de mudanças e melhora pessoal. Vivemos em construções e reformas internas, somos o que eu chamaria de: seres mutantes, que se transformam naquilo que nossas necessidades pedem, viver requer muito disso, ouvir o lado de dentro, saber do que ele precisa e saciar toda essa fome que tonteia, que pede, que implora, que não nos deixemos de lado por nada, por ninguém.

Que os outros sejam parte de nós, mas que nós sejamos parte total da gente, que vislumbram totalidade e amor próprio. Não nos deixemos amargar pelos resultados frustrantes, não nos deixemos entristecer toda uma vida, não nos deixemos jamais matar aquilo que nos fornece boas energias, que são nossas boas ideias. Ficamos dormentes quando enxergamos que tudo pode mudar, que as pessoas podem sim ser melhores, que a chuva que cai pode ter um sentido, que o fogo que queima é um dançante do vento, que eu sou como você, uma dormência que não cessa, que enlouquece, que morre e faz (re)nascer, mais pleno e cuidadoso.

Somos transmissores de luz, acredite nisso. Somos aquilo que acreditamos ser, aquilo que seguimos, e aquilo que não falamos, somos tudo e, somos um nada, somos a doçura da poesia esquecida ou o êxtase da busca daquilo que não se quer falar mais. Somos tantas coisas, que sejamos também melhores de alma e espírito. Humanidade gritante, que clama por dias melhores, mas esquecem de dar as próprias mãos, seguir junto, passo a passo, que as soluções apareçam e incendeiem as mentes que procuram, e jorrem luz pros quatro cantos do mundo. Todo mundo precisa, todo mundo tem, todo mundo quer, que acendamos as nossas próprias luzes. Luz branca eu curvo-me perante a ti.

Vanderlei Woytowicz é acadêmico do curso de Psicologia da Fundação Universidade do Contestado – FunC Porto União.  

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