As temperaturas estão subindo na mesma proporção da preocupação da Secretaria Municipal de Saúde em relação à Dengue. O secretário de Saúde, Jair Giraldi, afirmou em entrevista na última sexta-feira, 29, na Rádio União, que o avanço da Dengue no sul do País ligou o alerta dos municípios catarinenses. Em Porto União não foi diferente. Em 2013, quatro focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, foram encontrados. O último foco foi encontrado no final do mês de abril, no Bairro São Pedro.
A Dengue em SC
O número de casos confirmados em 2013 em Santa Catarina é cerca de três vezes maior do que os registrados em 2012, segundo informações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive).
Os municípios com mais casos registrados são Florianópolis – 45, Itajaí – 24, Joinville e Chapecó – 21 casos cada e Blumenau – 16. De acordo com o relatório da Dive, em 2012 foram 85 casos confirmados. Em 2013, foram 254 e 1080 pessoas fizeram o teste por suspeita, em 119 cidades de todas as regiões. Das 254 ocorrências, 11 pessoas moram em outros estados ou países.
Giraldi lembra que Santa Catarina deixou de ser o único Estado do País sem registros de casos autóctones da Dengue, ou seja, contraídos no próprio território. A situação preocupa o Governo do Estado. No dia 3 de novembro a Secretaria de Estado da Saúde confirmou o primeiro contágio na cidade de Chapecó, no Oeste do Estado. A moradora, de 48 anos, não viajou recentemente a locais com focos da doença, o que confirma que contraiu a Dengue dentro do município.
Mutante e resistente
Giraldi disse que pesquisas recentes demonstraram que o mosquito Aedes Aegypti não se reproduz somente em água limpa, como era conhecido. Agora os ovos são colocados em qualquer tipo de água parada, limpa ou não. Em outras palavras o mosquito sofreu mutação para ficar mais resistente. Outra preocupação é com a variação climática. As gerações anteriores do mosquito não resistiam às baixas temperaturas. Em teoria, os mosquitos eram eliminados no inverno, o que garantia certa proteção natural aos povos do sul. O mosquito já está mais resistente ao frio. Giraldi disse que a melhor maneira de prevenir uma epidemia não é o fumacê, bombas de veneno, ou outros métodos aplicados no Rio de Janeiro e sudoeste do País.
Uma campanha com a chamada profilaxia tem início ainda este mês, envolvendo poder público, comunidade e imprensa. No último dia 23, aconteceu o “Dia D” na Praça Hercílio Luz, mas Giraldi afirma que é preciso muito mais para evitar os problemas com o mosquito no verão. A campanha terá foco no verão e nos recipientes com água parada.
ORIENTAÇÕES
– Coloque areia nos pratos das plantas
– Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário
– Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados
– Remova duas vezes por semana a água acumulada em folhas de plantas, como as bromélias
– Trate a água da piscina com cloro e a limpe uma vez por semana
– Mantenha as lixeiras tampadas
– Guarde as garrafas com o gargalo para baixo
– Retire a água acumulada em lajes
– Mantenha os ralos fechados e desentupidos
– Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana
– Deixe os depósitos para guardar água sempre cobertos
– Evite acumular entulhos, pois eles podem tornar-se locais de foco do mosquito da Dengue.