
A disputa judicial da administração municipal de União da Vitória e a Associação Amigos do Trem pela posse da Locomotiva 310 a vapor, conhecida como Maria Fumaça, pode estar chegando ao fim.
Nesta semana, a juíza de Direito da 2ª Vara Cível do Fórum da Comarca de União da Vitória, Leonor Bisolo Constantinopolis Severo, julgou improcedente o pedido de posse formulado pela Associação Amigos do Trem, extinguindo o processo com resolução do mérito.
A juíza ainda condenou os requerentes a pagar às custas processuais.
No final de 2011, membros do Conselho Municipal de Turismo de União da Vitória, Trade Turístico (grupo de empresas do setor de turismo), ex-integrantes da Associação Amigos do Trem, Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo e Cooptur solicitaram ao prefeito Carlos Alberto Jung (Juco), o rompimento do contrato de comodato existente entre a Prefeitura e a Associação Amigos do Trem.
Segundo os integrantes do Conselho, a Associação Amigos do Trem, não vem cumprindo com as obrigações contratuais de colocar a máquina nos trilhos para os passeios até a Estação Engenheiro Mello. Também não está sendo realizada a conservação e manutenção da locomotiva, gerando com isso sérios prejuízos para o setor turístico local.
Maria Fumaça
Construída em 1913 nos Estados Unidos, batizada com o número 310, a locomotiva que pertenceu a R.F.F.S.A. ficou instalada na Praça Visconde de Nácar, em União da Vitória/PR, durante 28 anos. Em 2005 a locomotiva foi retirada da praça para realização de reforma e realizar passeios turísticos.
Os passeios eram realizados pela Associação Amigos do Trem, com saídas da estação Ferroviária União até a Estação Engenheiro Mello, em Porto União, e tornou-se um dos principais atrativos das cidades.
Neste trajeto de 6 quilômetros a Maria passava pela área central das duas cidades, exatamente sobre a divisa dos estados. Os passeios eram realizados sob agendamento.