O Tribunal do Júri da Comarca de Porto União condenou Cheyner William Gomes, denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a 13 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado e ao pagamento de 13 dias-multa por homicídio qualificado – motivo fútil -, pela morte do canoinhense Pedro Teodorico de Araújo, de 52 anos, ocorrida em maio de 2018. O réu também foi condenado pelo crime conexo de furto qualificado pelo concurso de pessoas.

Conforme consta na ação penal pública entre os dias 4 e 5 de maio de 2018, no período noturno, na localidade de Cachoeira do Km 13, na Estrada Geral do município de Porto União, Cheyner atacou a vítima com uma faca e em seguida o atirou do topo de uma cachoeira causando sua morte.
O réu havia marcado um encontro com a vítima na noite do crime para manterem relações sexuais e com o pagamento em dinheiro. Após um desentendimento durante o encontro, o condenado atingiu a vítima com vários golpes de faca.
A denúncia do MPSC relata que “após acertar a vítima, o réu arrastou o corpo da vítima por uma distância de aproximadamente 48 metros até o parapeito de uma mureta existente sobre a cachoeira. De lá, jogou a vítima de uma altura de 31,81 metros”.
Após cometer o homicídio, Cheyner furtou o valor de aproximadamente R$ 90 que estava dentro do veículo Fiat Uno da vítima. Em seguida fugiu do local com o dinheiro e o carro da mesma.
Ainda de acordo com a instrução processual, o réu agiu por motivo fútil, devido a desentendimentos que surgiram quando estavam mantendo relação sexual.
A promotora de Justiça Daniela Bröck Bandeira, que atuou na sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Porto União, ressaltou que “após a exposição das provas técnicas colhidas nos autos, as quais bem demonstraram a dinâmica do fato, mesmo diante da ausência de testemunhas presenciais, o Ministério Público pode dar ao corpo de jurados a convicção necessária para a condenação do réu, reafirmando que a sociedade de Porto União não é conivente com esse tipo de delito, de evidente brutalidade”.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Porto União acatou integralmente a tese sustentada pela promotora de Justiça em Plenário e condenou o réu conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina. Da decisão cabe recurso, mas o condenado não poderá recorrer em liberdade.
O caso
O corpo do canoinhense Pedro Teodorico Araújo, 52 anos, foi encontrado na cachoeira do KM 13, interior de Porto União, na tarde deste sábado, 5. Um parente de Araújo confirmou na noite deste sábado ser o corpo dele.
O corpo foi encontrado por uma família que visitava o local e chamou a Polícia Militar. Ao chegarem no local, os policiais encontraram um rastro de sangue com mato amassado. Seguindo o rastro, os PMs localizaram logo abaixo da cachoeira o corpo de Araújo.
O corpo estava na água com sinais de violência física. Próximo ao local onde estava Araújo, havia um veículo Fiat Uno de cor preta, com placas de Canoinhas.
O Corpo de Bombeiros de Porto União compareceu ao local e constatou o óbito. Em seguida foi acionada a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias. A guarnição fez o isolamento da área.
A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias da morte de Araújo. Suspeita-se que ele foi foi assassinado e seu corpo jogado na cachoeira.
Araújo era contador e trabalhou por mais de dez anos como assessor comissionado do então secretário de Administração da Prefeitura de Canoinhas, Argos Burgardt, durante os governos de Leoberto Weinert e Beto Faria.

