
Uma reunião tensa realizada entre os vereadores de União da Vitória, o prefeito Pedro Ivo Ilkiv e a presidente do Conselho Administrativo do Fundo Previdenciário Municipal, Dilmara Aparecida Baniski de Paula, terminou sem as dúvidas serem esclarecidas. O encontro serviu para que os legisladores entendessem o que aconteceu com as aplicações que resultaram em perdas significativas para o Fundo Previdenciário. Vereadores e prefeito estão preocupados com as perdas do Fumprevi, pois isso certamente afetará o resultado do Cálculo Atuarial, que deve ser apresentado em abril de 2014.
Na oportunidade ficou acertado entre os poderes Legislativo e Executivo, a tramitação em turno único do Projeto de Lei 219/2013, que trata de abertura de crédito suplementar para o Fundo Municipal Previdenciário. O Projeto de Lei foi aprovado na reunião que aconteceu na noite de segunda-feira, 16. Os vereadores demonstraram preocupação com o futuro financeiro do Fundo Previdenciário Municipal de União da Vitória. O Fumprevi representa a vida financeira dos servidores quando das suas respectivas aposentadorias. De acordo com o Projeto de Lei, foram suplementados créditos no aporte de R$ 4 milhões para o Fundo Previdenciário.
Comissão apura prejuízos
Enquanto os vereadores votavam a suplementação financeira, o prefeito Pedro Ivo Ilkiv anunciou que baixou o Decreto Municipal nº 454/2013, nomeando uma comissão técnica para apurar o prejuízo nas aplicações financeiras do exercício de 2013 do Fundo Previdenciário. A comissão tem até o dia 16 de março do próximo ano para apresentar parecer conclusivo sobre o rombo nas aplicações do Fundo. Ilkiv afirmou que precisa entender essas operações e que não quer tomar decisões sem elementos técnicos e jurídicos.
Fumprevi
A presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Previdência (Fumprevi), Dilmara Aparecida Baniski de Paula, recebeu a reportagem de O Comércio na nova sede do Fundo e disse que explicar o destino do crédito suplementar não é tarefa das mais fáceis. O Fundo tem aporte total de R$ 34 milhões (aproximados), investidos em várias aplicações de curto, médio e longo prazo. As aplicações que sofreram revés no mercado financeiro foram feitos em títulos públicos, que esse ano tiveram baixa rentabilidade. Para fechar o caixa, houve a necessidade de dotação empenhada de R$ 4 milhões (a serem empenhados).
De acordo com a presidente, do total de dinheiro do Fumprevi, aproximadamente R$ 1,5 milhão foi aplicado em ações (BMG) e apresentaram boa rentabilidade em 2013. Dilmara se comprometeu a enviar nota oficial dobre o assunto, contestando algumas informações sobre os investimentos que causaram prejuízo ao Fundo Previdenciário. Porém, até o encerramento desta edição não enviou a referida nota nem foi localizada no Fumprevi.