Verão não intimida e cuidados simples ficam esquecidos

Venda de protetor solar fica abaixo do esperado

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Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

Cuidados verão 01
Alface e pepino tem boa saída na tenda dos agricultores: alimentação saudável pode durar o ano todo

Em duas horas o agricultor Marcos dos Santos Lima vendeu todas as 45 unidades de alface que trouxe do interior para o centro de União da Vitória. Hoje, 27, no espaço em que comercializa os produtos, sobrou muito pouco. “A alface saiu rápido e até faltou. Ela é mais fresca, sai rápido”, comemora. A procura também foi grande pelo pepino. Na tenda do agricultor as unidades foram consumidas com rapidez.

Se por um lado a venda de frutas e verduras da época tem boa saída, a procura por elementos que também, de certa forma, protegem contra os efeitos do calor é baixa, bem aquém do esperado. É o caso, por exemplo, do protetor solar. Eles variam de preços, de marcas, mas amontoam-se nas prateleiras das farmácias e casas do gênero.

Cuidados Verão 2
Protetores para as crianças ainda tem boa saída

Nem as promoções têm atraído os consumidores. Hoje, é possível encontrar produtos com fator 30 de proteção – que protege 30 vezes mais que o normal – por apenas R$ 16. O valor já foi mais alto e tinha venda bem maior. “Mesmo com preço bom, não vende tanto”, comenta o farmacêutico Fábio Wahl. Em seu estabelecimento, cerca de 45 unidades são comercializadas no mês. Em um cálculo simples, dá para entender que a quantidade não chega perto do ideal. Conforme Wahl, as vendas para adultos esbarram em dificuldades. Por outro lado, dois novos grupos crescem na procura pelo produto. “Os agricultores estão vindo procurar mais e os produtos para as crianças continuam com boa saída”, explica.

Lideram a preferência, contudo, os bronzeadores solares, cujo fator de proteção é de 2 e 4, mínimos para a proteção da pele. O efeito é forte: especialmente os de composição oleosa ajudam no “bronze” fácil.

Ano Novo, alimentação nova

Cuidados verão 03
Bronzeadores ainda lideram procura nas farmácias: proteção é menor, mas garante cores

Para especialistas, os quilos extras, que preocupam quem vai sentar à mesa para brindar pelo menos duas datas importantes no final de ano, não são acumulados neste período. “Na verdade é entre o Ano Novo e o Natal”, brinca a nutricionista Juliana Pasqualin Schwartz. Mas, para quem gosta de receitas mais saudáveis e aposta em uma ceia menos calórica, há opções. Ao contrário do que muitos podem pensar, boa parte das dicas tem paladar agradável e não refletem no peso revelado pela balança. “As carnes podem ser preparadas com molhos naturais e o ideal é que as carnes não gordurosas sejam escolhidas. O lombo é uma opção bacana porque não tem gordura. Vale também acrescentar verduras e legumes nas carnes”, recomenda a nutricionista.

Frutas secas, nozes e castanhas também são bem-vindas. Nas sobremesas, as frutas podem ser oferecidas. Para não ficar tão simples, vale colocar calda ou as próprias frutas em recheio de bolos ou tortas. “Quanto mais madura estiver a fruta, menos açúcar será preciso acrescentar na receita”, ensina Juliana. Amêndoas e frutas cristalizadas podem dar um sabor extra no doce servido após as refeições. As farofas podem ser preparadas com ervas finas e grãos. Linhaça, gergelim e um pouco de óleo podem combinar bem. “No tempero das saladas é possível usar ervas frescas, como alecrim e manjericão”, lembra.

saúdeNa lista para uma alimentação mais saudável entram ainda o consumo de peixe, rico em Omega 3 quando grelhado, assado ou ensopado, de carboidratos integrais e muita água. O ideal são três litros de água por dia. “Ou, para quem consome menos, uns três copos de água fresca”, pontua.

Mais do que garantir uma boa ceia, a nutricionista recomenda cuidados durante o ano todo. “Ano Novo, metas novas, o que garante qualidade de vida para a pessoa e para toda a família também”, sorri.

Efeitos da proteção

Para ter validade, o ideal é que os protetores solares sejam trocados antes do vencimento. Em média, a data varia de dois a três anos. Além disso, é preciso que a aplicação seja feita a cada duas horas, mesmo para os produtos à prova d’água.

Quem se cuida?

O farmacêutico Fábio Wahl fez uma estimativa simples. Ele calculou uma porcentagem simples, sugerindo que 15% da população das Cidades Irmãs usasse protetor solar. Se isso fosse real, cada uma das 18 farmácias existentes em União da Vitória e Porto União deveria vender 660 protetores por mês, na alta temporada do Verão. “Assim, venderiam 12 mil unidades para atender os 80 mil habitantes. Arrisco dizer que não devemos vender 4 mil neste período”, avalia.

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