Em um desfecho marcado por tragédia e comoção, Antônio Abenir Martins foi condenado a uma pena de mais de 16 anos de prisão por assassinar sua própria esposa, Simone Pinheiro, em dezembro do ano passado. O julgamento, que ocorreu nesta semana por júri popular, envolveu um caso que abalou Pinhão no dia 23 de dezembro de 2022.

De acordo com as investigações, Antônio é acusado de atear fogo a um carro com Simone dentro, resultando em queimaduras graves que cobriram aproximadamente 70% de seu corpo. Apesar dos esforços para salvá-la, Simone faleceu no hospital após ser socorrida com vida. Antônio foi detido imediatamente após a perpetração do crime, levando a um julgamento que se estendeu por cerca de 18 horas.
O veredito do júri condenou Antônio por homicídio qualificado por meio cruel, mas o absolveu da qualificadora de feminicídio. O Ministério Público (MP) e o Tribunal de Justiça (TJ) afirmaram que o processo corre sob sigilo, não revelando o motivo dessa medida.
A sentença estabelece uma pena de 16 anos, 7 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. O Ministério Público anunciou sua intenção de recorrer, buscando um aumento na pena aplicada.
A defesa de Antônio informou que analisará cuidadosamente a sentença antes de decidir se apresentará ou não um recurso.
O caso
Simone Pinheiro, vítima de um incêndio criminoso que culminou em sua morte. O principal suspeito, seu ex-marido, já havia sido preso por violência doméstica, revelou a polícia.
A vítima foi encontrada dentro de um carro incendiado, com cerca de 70% do corpo queimado. Socorrida, Simone revelou aos médicos que o incêndio foi criminoso e causado pelo ex-marido, após uma discussão. Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu e faleceu no sábado, 24.
Simone deixa três filhos, incluindo um menino de cinco anos, fruto do relacionamento com o suspeito, e duas meninas de 11 e 16 anos de outro casamento.