As notícias veiculadas na imprensa catarinense de que um falso médico seria funcionário da prefeitura de Irineópolis irritou a administração publica daquele município. O prefeito Juliano Pozzi Pereira afirma que nunca houve registro na prefeitura de funcionário com o nome usado pelo falso médico. O prefeito ainda afirmou que o nome “Eduardo Magrim Barros” nunca prestou concurso público naquele município. Na segunda-feira, 6, a imprensa de Santa Catarina disse que falsos médicos foram flagrados utilizando nomes e registros profissionais para atuarem em hospitais de Canoinhas, Papanduva e Irineópolis, municípios localizados no Norte de Santa Catarina.
Os suspeitos utilizavam o número de inscrição do Conselho Regional de Medicina (CRM) dos profissionais da saúde para atuarem até mesmo em emergências de hospitais. Ao saber que alguém estava usando o seu nome, o verdadeiro Eduardo procurou a Polícia Civil para esclarecer a situação. Há mais de um ano, outro falso médico foi descoberto trabalhando no município de Três Barras e acabou preso por falsidade ideológica. Um terceiro caso também foi descoberto em Papanduva, no pronto-atendimento do Hospital São Sebastião. Uma moradora do município, que prefere não se identificar, foi atendida pela suposta médica Roselaine Sturião, conhecida na cidade como doutora Rose. Em nota, a prefeitura de Papanduva afirmou que notificou a empresa responsável pela contratação dos médicos.
Prefeitura nega vínculo
A assessoria de imprensa da prefeitura de Irineópolis divulgou nota oficial onde negou o vínculo trabalhista. A nota diz que a informação, fornecida pela advogada da empresa MedKos, não é verdadeira.
Confira o teor da nota oficial da prefeitura de Irineópolis: “Em virtude de informações divulgadas na imprensa nos últimos dias, a Prefeitura de Irineópolis esclarece que a informação divulgada pela advogada da empresa MedKos, Karin de Rezende não é verdadeira. O homem que usava o nome e o registro do médico anestesiologista do Paraná, Eduardo Magrim Barros, nunca fez parte do quadro de pessoal do Município de Irineópolis, nem sequer prestou qualquer concurso público para a referida vaga no município. Desta forma, Eduardo Magrim Barros nunca teve nenhum vínculo empregatício com o município de Irineópolis. A Prefeitura de Irineópolis irá encaminhar, por meio da Secretaria de Saúde, uma notificação a empresa MedKos para que a mesma se retrate junto à imprensa”.
A secretária de Saúde do município, Giseli Kembinski, não foi encontrada para comentar sobre a suposta atuação de um falso médico no Hospital Municipal Bom Jesus, de Irineópolis.