Por Mariana Honesko

A combinação de sol e calor é favorável para que novos focos de dengue sejam instalados. Por isso, as vigilâncias Sanitária e Ambiental nas Cidades Irmãs, classificam o mês, e todo o período que começou em novembro e segue até abril, como o mais crítico do ano. Assim, o trabalho que já é intenso durante o ano, ganha mais atenção nesse intervalo.
Os últimos casos de foco foram identificados no em 2013. Em Porto União, ele ocorreu em janeiro e o período de monitoramento terminou agora. “Tivemos dois casos isolados e monitoramos a área por 12 meses”, explica o coordenador da Vigilância Ambiental, Ocimar Gilberto Olivetti.
Em União da Vitória, ele ainda ocorre, já que o mais recente foco identificou uma pupa do mosquito transmissor no Bairro Jardim Roseira. No município, a equipe de 13 agentes chefiadas por Wagner de Moura Santos, cuida ainda de 30 pontos estratégicos e da visitação domiciliar. “A população também pode nos ajudar evitando pontos de acúmulo de água. Ela deve também preencher os vasinhos com areia até a borda”, explica Moura.
A recomendação é especialmente válida nos cemitérios. O local é um destes pontos críticos mencionados pelo coordenador do programa. Em Porto União, o endereço aparece na lista onde outros 42 pontos estratégicos estão. No Cemitério Municipal o pedido para atenção está já no portão de entrada: uma placa sugere cuidado no manuseio dos vasos de flores. “O mosquito não precisa de muita água. Basta ter uma tampinha de garrafa com água”, ressalta Olivetti.
Um dos exemplos da facilidade que o mosquito tem para se reproduzir ocorreu no Bairro Limeira, em União da Vitória. Há cerca de quatro semanas, conforme o coordenador da equipe de combate, uma garrafa plástica de refrigerante reuniu centenas de larvas. A análise em laboratório mostrou que se tratava – felizmente – de mosquitos comuns.

Em Porto União, a ameaça e a agilidade na transmissão mobiliza a manutenção de 102 armadilhas. O procedimento é padrão no estado de Santa Catarina e garante uma observação mais detalhada dos pontos críticos. Ainda assim, o pedido de ajuda é válido e fundamental. “Em cinco minutos as pessoas podem limpar o pátio de casa. Basta colocar areia nos potes, virar as garrafas de cabeça para baixo”, lembra o coordenador em Porto União.
Diário da Dengue
Diante do aumento da proliferação do Aedes aegypti, mosquito que transmite a Dengue, a Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina disponibiliza um relatório atualizado diariamente de casos e focos da doença no Estado. No ano passado, principalmente na região Oeste, Santa Catarina registrou um aumento significativo no número de focos. Em 2013, o Estado deixou de ser o único do País sem circulação do vírus da Dengue. Foram notificados casos em Chapecó e em Itapema, em que as pessoas se infectaram no próprio município.
A Dengue tem sintomas comuns à várias outras doenças mas, diferente de outras enfermidades, pode matar se não for tratada com antecedência.