É um crime contra o Paraná, diz Richa

Governador classifica como “políticos” os bloqueios aos empréstimos paranaenses retidos em Brasília

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Atualizado há 13 anos

 Foto Jonas Oliveira/AENPr
Foto Jonas Oliveira/AENPr

A política esquentou no Paraná. Ao rebater a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, o governador Beto Richa (PSDB) disse que a ministra usa de “desculpa esfarrapada” para justificar os bloqueios de empréstimos do Paraná que dependem de liberação do Governo Federal. “Essa desculpa esfarrapada da ministra é um castelo de areia”, disse Richa. “Isso é lamentável e vou além, é um crime que estão fazendo com Paraná”, completou.

Richa reafirmou que as parcerias que não dependem do crivo político da Casa Civil são exitosas e citou, como exemplo, as áreas de habitação e Justiça. O Paraná pleiteia empréstimos, nacionais e internacionais, que superam R$ 3,8 bilhões e dependem da chancela do Governo Federal.

“O Paraná é o único Estado do Brasil que não teve a liberação dos recursos do Proinvest – R$ 817 milhões para investimentos em infraestrutura”, disse Richa. O governador lembrou que esteve com a presidente Dilma Rousseff em novembro e a presidente lhe assegurou a liberação dos recursos. “Não há duvidas de que estão tentando antecipar o processo eleitoral. Eu não vou entrar neste jogo”.

Beto Richa disse concentrar as suas energias em fazer um bom governo e corresponder com as expectativas dos paranaenses. “Estou procurando fazer o meu papel de ser um bom governante e estou feliz com os resultados, apesar de toda a discriminação que estamos sofrendo”.

O governador rebateu a ministra, que em férias no Paraná, disse que faltam projetos consistentes ao Estado e também apontou problemas de ajustes fiscais para liberação dos empréstimos. “Até o brasileiro menos informado sabe que o Paraná não tem a pior situação do Brasil no que se refere aos gastos com servidores, o limite prudencial, capacidade de endividamento e equilíbrio fiscal. Muito pelo contrário: estamos muito acima da média nacional”, disse.

O governador disse estranhar que agora, com a presença de três ministros paraenses, o Paraná tem imensas dificuldades para conseguir que seus pleitos sejam liberados no Governo Federal. “Coincidentemente, também, o Paraná tem um ministra na Casa Civil, que é o principal ministério políticos das decisões do Governo Federal e ali nada acontece”.

“A ministra precisa responder sobre a discriminação com o Paraná. Ainda mais ela, que foi eleita com voto popular, mereceu a confiança dos paranaenses, acredito que para trabalhar em favor do nosso Estado, e não para ficar fazendo politicagem e prejudicar o nosso Estado e toda nossa gente”, completou Richa.

“Eu não aceito. Fico indignado com este tipo atitude. Pelo meu Estado, eu brigo e vou ao limite para garantir o que é de direito do Paraná. Lembrando que nosso Estado, pela pujança, pela força da nossa agricultura, tem ajudado a salvar a balança comercial brasileira há muitos anos e décadas para o superávit. O Paraná sempre contribui principalmente em épocas de crise, e não merecia este tipo de tratamento no que é de seu direito”, completou Richa.

Richa dá exemplos da “discriminação”

O governador Beto Richa (PSDB) disse que tem inúmeras razões para ficar indignado com o comportamento da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) que, segundo ele, vem discriminando sistematicamente o Paraná. “Ela que sempre disse que estava coordenando o plano de concessões do Governo Federal. E a concessão da BR-163, da duplicação da rodovia, para na divisa com o Mato Grosso do Sul com o Paraná, não tem sequência passando pelo Oeste e terminando no Sudoeste. Lembrando que o trecho do Paraná é o mais sobrecarregado, que tem um trânsito de veículos. Mais uma vez discriminação”, disse.

Outra situação apontada por Richa é a proposta da ferrovia ligando o Mato Grosso do Sul ao Paraná, passando Maracaju, Dourados, Mundo Novo, passando por Guaíra, Cascavel e ao Porto de Paranaguá. “O Governo Federal apresentou o projeto de ferrovias cortando o Paraná, ou seja, pegando a produção paranaense, ligando ao Porto de São Francisco (RS) até o Porto de Rio Grande (RS), isolando completamente o Porto de Paranaguá”, lembrou.

Richa então convocou as entidades produtivas do Estado que rejeitaram o projeto da ministra. “Conseguimos, na pressão, reverter este quadro que seria nefasto para o Paraná. O prejuízo incalculável, teria que fechar as portas do Porto de Paranaguá que é o segundo maior porto do Brasil”, disse.

“Esse é o nível de discriminação que o Paraná está sofrendo hoje. Eu volto a insistir: é um crime o que estão fazendo com o Paraná, pois acaba prejudicando o Brasil, porque é um dos estados mais produtores deste País”, completou.

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