A sorte como tema literário: uma jornada por histórias e culturas

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Atualizado há 1 ano

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A sorte, um conceito tão difícil de explicar quanto fascinante, se infiltra na literatura e na mitologia. Seja retratada como uma bênção, maldição ou força, em várias culturas ela é usada para explorar temas de destino, moralidade e resiliência.

Sorte na sociedade moderna 

A sorte continua desempenhando um papel fundamental na forma como as pessoas interpretam o sucesso e o acaso. Indivíduos continuam atribuindo resultados a uma mistura de preparação e sorte. Por exemplo, os candidatos podem levar uma “caneta da sorte” para uma entrevista, enquanto outros consultam horóscopos.

Em jogos, a melhor das preparações encontrará possivelmente o elemento sorte em algum momento; é o que vemos no drible certeiro na final do campeonato de futebol, bem como na mudança para o número correto de última hora na loteria.

A importância da boa fortuna é ainda mais relevante para os jogadores de cassino online, que podem contar com um bônus de cassino no PlayUZU para testar a sorte nas rodadas do cilindro e concorrer a prêmios e giros grátis. Por outro lado, o mesmo mecanismo de bônus também protege o jogador contra a má sorte ao oferecer cashback — um retorno de todos os valores apostados, independente do resultado do jogo.

Sorte e os gregos: a roda da fortuna 

Na literatura grega antiga, a sorte se entrelaça com o destino. O conceito da deusa da fortuna, Tyche, ressalta o equilíbrio precário entre fortuna e infortúnio. Sua natureza caprichosa é espelhada em obras como Édipo Rei, de Sófocles, em que eventos aparentemente fortuitos culminam em tragédia, questionando se a sorte é “boa” ou “má”.

A Roda da Fortuna (popularizada durante a Idade Média) ecoa essa ideia. Na obra Os Contos de Canterbury, de Geoffrey Chaucer, a metáfora da roda giratória simboliza a imprevisibilidade da vida. Suas voltas podem elevar um pobre a rei ou lançar um governante à ruína, um tema difundido no tempo medieval.

A visão moderna: sorte vs mérito 

A literatura moderna justapõe sorte com trabalho duro, explorando como o acaso pode descarrilar ou reforçar a agência pessoal. Em O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, a ascensão financeira de Gatsby é vista como sorte. Porém, o romance critica os limites da mesma quando o sonho de Gatsby desmorona, destacando as barreiras sociais e a ilusão do sonho americano.

Já Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, mescla o realismo e o mágico para descrever a sorte como uma força mística. Tanto prosperidade quanto infortúnio são recorrentes na família Buendía e, conforme a resenha do blog Ficções Humanas, ilustram a sorte cíclica ligada a escolhas geracionais e elementos sobrenaturais, misturando destino e livre-arbítrio.

Perspectivas comparativas: Ocidente vs Oriente

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Em narrativas ocidentais, a sorte é frequentemente vista como uma força fora do controle humano. Já as tradições orientais a vinculam a ações morais e equilíbrio espiritual. Por exemplo, na literatura chinesa, a sorte se alinha com a ideia de virtude, vista como um equilíbrio de esforço e alinhamento cósmico. Essa dicotomia cultural enriquece as interpretações literárias, em que as obras ocidentais podem pender para a aleatoriedade, enquanto os contos orientais incorporam fundamentos filosóficos.

Por que a sorte perdura na literatura 

O apelo duradouro da sorte na narrativa reside em sua capacidade de espelhar as incertezas da vida. Ela permite que os autores explorem o que acontece quando o controle vacila, testando a adaptabilidade e a resiliência dos personagens.

A arte imita a vida com histórias atemporais; por isso, mantêm-se relevantes. A riqueza da literatura está em oferecer diversas representações, por isso ganhamos insights não apenas sobre a narrativa, mas também sobre o sentimento universal que é navegar pelas reviravoltas da existência humana.