Audiência debate estratégias eficazes contra drogas e álcool no Paraná

Evento realizado na Assembleia Legislativa abordou conscientização e desafios das comunidades terapêuticas.

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Atualizado há 8 meses

A Assembleia Legislativa do Paraná sediou uma audiência pública na quarta-feira (18) para discutir estratégias eficazes no combate ao uso de drogas e álcool no estado. O encontro foi organizado pelo deputado Gilson de Souza (PL), presidente da Frente Parlamentar em Apoio às Comunidades Terapêuticas, que destacou a importância da conscientização e da união entre sociedade, escolas e poder público.

Durante o evento, o delegado Renato Figueiroa, presidente do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas, alertou sobre mitos comuns relacionados ao uso de substâncias psicoativas, especialmente criticando a ideia equivocada de que o cigarro eletrônico seria menos prejudicial do que o convencional. Segundo ele, trata-se apenas de uma nova estratégia da indústria tabagista.

Audiência ocorreu no Plenarinho da Assembleia Legislativa na tarde desta quarta-feira | Foto: Orlando Kissner/Alep
Audiência ocorreu no Plenarinho da Assembleia Legislativa na tarde desta quarta-feira | Foto: Orlando Kissner/Alep

Iniciativas educacionais já implementadas no Paraná, como concursos estaduais para criação de vídeos e o programa “Escola Escuta”, foram destacadas pela técnica pedagógica Delvana Lucia de Oliveira. Esse programa identifica uma pessoa dentro das escolas públicas para oferecer suporte emocional aos alunos.

Alana Sieves Wendhausen, coordenadora da Cruz Azul, defendeu intervenções contínuas, baseadas em evidências científicas, sugerindo um mínimo de 12 encontros com cada estudante. Wendhausen recomendou focar na autoestima e protagonismo juvenil, evitando abordagens que reforçam o tema das drogas.

O presidente da Comunidades Terapêuticas Associadas do Brasil (Compacta), Thiago Massolin, apresentou dados alarmantes: cerca de oito milhões de brasileiros têm dependência química, e 30 milhões convivem com familiares afetados pelo problema. Ele denunciou uma preocupante redução de vagas financiadas pelo governo federal nas comunidades terapêuticas, caindo de 15 mil para cerca de 10,8 mil em nível nacional, e de 1.152 para 635 no Paraná.

Por fim, a representante da Secretaria de Desenvolvimento Social e Família, Ticyana Paula Begnini, anunciou a criação de um programa estadual para aquisição de vagas em comunidades terapêuticas e fortalecimento da rede de proteção social. O deputado Gilson de Souza propôs três ações imediatas: ampliação das vagas por editais, flexibilização do acesso ao acolhimento e maior integração com o SUS para agilizar o atendimento médico.

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