
O Paraná registrou crescimento de 17,07% no saldo de empresas no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O estado abriu 189.808 novos CNPJs entre janeiro e junho, enquanto 109.650 empresas foram encerradas no período. Com isso, o saldo ficou positivo em 80.158, superando os 68.473 registrados no primeiro semestre de 2024. Os dados são da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), divulgados nesta sexta-feira (11).
O volume de novas empresas representa um aumento de 20,58% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram abertos 157.411 empreendimentos. Em junho de 2025, foram criadas 27.585 empresas, alta de 10,36% na comparação com junho de 2024.
Em relação aos fechamentos, houve 109.650 baixas no semestre. Somente em junho, foram 16.741 encerramentos de CNPJ, número inferior ao registrado em maio (18.579), o que indica uma desaceleração no ritmo de encerramentos.
O presidente da Jucepar, Marcos Rigoni, atribui os bons resultados ao ambiente cada vez mais propício ao empreendedorismo no estado.
“Mais do que números, esses dados representam milhares de pessoas realizando o sonho de empreender. Isso é reflexo direto das políticas de desburocratização que estamos implementando com consistência”, afirma.
Entre essas políticas, está a concessão do Selo de Baixo Risco, que simplifica o processo de abertura de empresas. De janeiro a junho, 12.148 empresas (excluindo MEIs) foram beneficiadas com o selo, que dispensa licenças e alvarás de 771 atividades econômicas. Isso representa 24,73% do total de empresas abertas no período.
Curitiba lidera em concessões do selo, com 6.997 empresas beneficiadas, seguida por Maringá (1.855) e Londrina (1.339).
O Selo de Baixo Risco foi instituído pelo decreto nº 3.434/2023 e está em vigor desde janeiro de 2024. Ele isenta os empreendimentos contemplados da necessidade de licenciamento do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Meio Ambiente e Defesa Agropecuária. Microempreendedores individuais (MEIs) já são isentos por padrão e não se enquadram nesse benefício.
“Quando o Estado reduz a complexidade, o empreendedorismo ganha força. Seguimos atentos, não apenas aos números, mas principalmente à experiência do cidadão. A Junta segue firme no compromisso com a liberdade econômica e a inovação regulatória”, conclui Rigoni.