Paraná amplia inclusão de trabalhadores com 50+ e lidera geração de empregos

Estado registra alta de 17% nas contratações formais de pessoas com mais de 50 anos, impulsionado por políticas públicas e crescimento econômico

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Atualizado há 8 meses

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O Paraná vem se destacando na geração de empregos formais no Brasil, com um crescimento expressivo na contratação de pessoas com 50 anos ou mais. Entre janeiro e maio de 2025, o Estado registrou 1.481 vagas formais para essa faixa etária, segundo o Novo Caged, do Ministério do Trabalho. O número representa um aumento de 17% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 1.256 vagas.

A maioria dos contratados tem ensino médio completo, e as oportunidades se concentraram nas áreas industriais — como construção civil, transformação de metais e indústria extrativa — além de funções no comércio e na educação, especialmente para vendedores e professores do ensino médio.

Esse avanço reflete uma mudança cultural no mercado de trabalho paranaense, que passa a valorizar mais a experiência profissional e o conhecimento acumulado. O Estado se destaca nacionalmente por políticas voltadas à diversidade etária e ao combate ao preconceito contra trabalhadores maduros, superando barreiras ligadas à adaptação tecnológica.

De acordo com o secretário estadual do Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes Do Carmo, o bom desempenho é fruto de ações bem direcionadas.

“O conhecimento adquirido ao longo dos anos é um diferencial competitivo. Valorizar esses profissionais é sinônimo de produtividade e estabilidade nas empresas”, afirmou.

O cenário é favorecido pelo crescimento econômico do Estado. Em maio de 2025, o Paraná criou 6.866 novos postos com carteira assinada, liderando na região Sul. Foram 170.297 admissões e 163.431 desligamentos. No acumulado do ano, o saldo positivo é de 86.318 empregos — terceiro maior do país, atrás de São Paulo (314.166) e Minas Gerais (124.182).

O setor de serviços lidera a geração de empregos no Estado entre janeiro e maio, com 43.585 novas vagas. A seguir vêm a indústria (20.573), construção (10.239), comércio (9.715) e agropecuária (2.206). Esta última foi a que mais cresceu proporcionalmente, com aumento de 82% em relação ao ano anterior.

As agências do trabalhador também têm papel importante, oferecendo atualmente 22.442 vagas abertas em diversas regiões. Os cargos mais ofertados são alimentador de linha de produção (6.435), abatedor (986), operador de caixa (699) e magarefe (696), com maior concentração nas cidades de Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá.

A qualificação profissional tem sido pilar dessa transformação. O Projeto Qualifica Paraná, que em 2024 contou com R$ 16 milhões em bolsas-auxílio, dobrou o investimento em 2025, alcançando R$ 30 milhões. Até junho, mais de 3.500 alunos já concluíram cursos, muitos deles com 50 anos ou mais.

Para Do Carmo, o alinhamento entre qualificação e geração de vagas transforma o perfil do mercado.

“Empresas mais diversas são mais competitivas. O Paraná avança com uma economia mais inclusiva, representativa e preparada para os desafios atuais e futuros”, concluiu.

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