Raiva animal cresce em Antônio Olinto; Adapar alerta para prevenção

Produtores da Campina de Cima devem intensificar vacinação e monitoramento dos animais

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Atualizado há 1 ano

Imagem Ilustrativa

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu um alerta urgente sobre o aumento dos casos de raiva animal em Antônio Olinto, com destaque para a região da Campina de Cima. A técnica Jurema, da unidade de São Mateus do Sul, reforça a necessidade imediata de vacinação e cuidados preventivos para evitar a propagação da doença.

Foram registrados 28 casos suspeitos, sendo 16 confirmados de raiva animal, principalmente em bovinos e equinos, mas a doença pode afetar outras espécies. Novos resultados são aguardados nos próximos dias.

Os sintomas da raiva animal incluem salivação excessiva, olhos vidrados, dificuldade para se manter em pé e comportamento desorientado. “Ao identificar qualquer sinal suspeito, o produtor deve comunicar a Adapar pelo telefone (42) 3532-6847 ou a Secretaria da Agricultura de Antônio Olinto”, alerta Jurema.

A vacinação é a principal forma de combate à raiva animal. As vacinas estão disponíveis em agropecuárias da região e devem ser transportadas e armazenadas com refrigeração adequada. A aplicação deve ser feita com agulhas individuais para evitar contaminação cruzada.

A Adapar também pede apoio da população para identificar focos de morcegos hematófagos, os principais vetores da raiva animal. Casas abandonadas e cavernas com fezes escuras podem indicar a presença desses morcegos. “Contamos com a colaboração da comunidade para localizar esses locais”, destaca a técnica.

A raiva animal é uma zoonose fatal e pode ser transmitida aos seres humanos. “Não há cura para a doença. O produtor não precisa temer comunicar casos — não há multas, apenas a preocupação em proteger vidas”, finaliza Jurema.

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