
Foto de Nemesia Production na Unsplash
Aos 37 anos, Jon Jones está oficialmente fora do UFC. A lenda teve a aposentadoria anunciada pelo presidente da organização, Dana White, em comunicado durante coletiva de imprensa no UFC Baku.
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Após toda a repercussão, Jon Jones foi até as redes sociais para confirmar a informação, agradecendo ao presidente do UFC, equipe, adversários e torcedores, mas deixando claro que ainda estará envolvido no MMA.
“Ao encerrar este capítulo da minha vida, anseio por novas oportunidades e desafios. O MMA sempre fará parte de quem eu sou, estou animado para ver como posso continuar contribuindo para o esporte e inspirar outras pessoas de novas maneiras. Obrigado a todos por fazerem parte desta jornada incrível comigo. O melhor ainda está por vir”, destacou a lenda, em parte do comunicado.
Jon Jones teve uma carreira dominante
Jon Jones se destacou ao ser campeão universitário de wrestling e, com isso, recebeu uma oportunidade no MMA. Foram seis lutas e seis vitórias em três meses, finalizando todos os adversários, o que chamou a atenção do UFC.
A primeira oportunidade na organização foi em 2008, diante do brasileiro André Gumão. Mesmo aceitando a luta com apenas duas semanas de antecedência, o americano venceu por decisão unânime.
Bones ainda engatou mais duas vitórias seguidas, até conhecer a sua primeira e única derrota no UFC. Diante de Matt Hamill, o americano dominou o primeiro round, mas acertou uma cotovelada 12-6, golpe proibido na época. Dessa forma, foi desclassificado e acabou derrotado.
Vale destacar que Dana White não concordou com a desclassificação, já que na sua visão, era um No Contest. Inclusive, atualmente o golpe é legal dentro do UFC, mas ficou marcado por ser a única derrota de Jon Jones.
A lenda não se abalou e, em seguida, engatou triunfos contra Brandon Vera, Vladimir Matyushenko e Ryan Bader. Após a sequência, recebeu a chance de lutar pelo cinturão do meio-pesado em 2011, contra Mauricio Shogun. Jones venceu com um nocaute no terceiro round, se tornando o campeão mais jovem da história do UFC.
No meio-pesado, Jones quebrou o recorde de defesas consecutivas de cinturão, vencendo Quinton Rampage Jackson, Lyoto Machida, Rashad Evans, Vitor Belfort, Chael Sonnen, Alexander Gustafsson e Glover Teixeira.
Problemas fora do octógono, suspensões e cinturão retirado
Se dentro do octógono Jon Jones era um atleta exemplo pela sua carreira, fora dele o lutador acumulou diversas polêmicas. Ele chegou a dar um soco em Daniel Cormier, durante um evento promocional.
Bones chegou a lutar com o adversário em seguida e venceu a luta. Porém, pouco depois ele testou positivo para cocaína e teve o seu cinturão retirado do UFC. No retorno, Jon Jones venceu Ovince St. Preux por decisão unânime e ficou com o cinturão interino.
Em seguida, teve uma revanche contra Cormier marcada, mas a Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA) retirou o americano do duelo três dias antes, por violação, testando positivo para duas substâncias e recebendo uma punição de 1 ano e novamente perdendo o cinturão.
O duelo finalmente aconteceu em 2017, com vitória de Jon Jones por nocaute no terceiro round. Porém, um mês depois, a USADA destacou que ele falhou no teste pré-luta, e o duelo ficou como No Contest. Foi a terceira vez que Bones teve o cinturão retirado pelo UFC.
Os últimos atos no UFC
No retorno ao UFC, em dezembro de 2018, Jon Jones encarou Alexander Gustafsson pelo título vago do meio-pesado, vencendo por nocaute no terceiro round. Em seguida, venceu Anthony Smith, Thiago Marreta e Dominick Reyes.
Em 2020, Jones abriu mão do cinturão ao se desentender com Dana White nas negociações, cobrando mais dinheiro para lutar com Francis Ngannou. Foram três anos sem lutar, até subir de peso para encarar Ciryl Gane no peso-pesado. A vitória veio com uma guilhotina no primeiro round, se tornando campeão duplo.
Jon Jones encerra sua carreira com um cartel de 28 vitórias, 11 delas por nocautes e sete finalizações, além de uma derrota e um No Contest no MMA. Ele é considerado um dos maiores nomes da história do UFC, presente no Hall da Fama.