Uma investigação da BBC revelou a existência de uma rede internacional que compartilha vídeos de tortura e morte de gatos, com milhares de membros ao redor do mundo, inclusive no Reino Unido.
A denúncia surgiu após dois adolescentes britânicos confessarem o assassinato de filhotes, o que levou a polícia a investigar conexões com uma rede maior que atua por meio de aplicativos de mensagens criptografadas.
O grupo Feline Guardians, que documenta esses crimes, afirma que um novo vídeo de abuso é postado a cada 14 horas. Entre os participantes, há crianças e adolescentes, e até “competições” de crueldade foram promovidas.
Para acessar os grupos, novos membros devem enviar vídeos próprios torturando gatos.
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Esses grupos surgiram na China, onde não há leis específicas contra esse tipo de abuso, e cresceram globalmente, alcançando redes sociais e fóruns ocultos. A figura chamada “Little Winnie” é apontada como administradora de diversos grupos, com conexões no Japão.
Ativistas e parlamentares cobram ações urgentes de autoridades para frear essa prática, que pode servir como porta de entrada para crimes mais violentos, além de representar uma séria ameaça à saúde mental e à integridade da sociedade.