Tendo crescido em um mundo completamente conectado, cercada pelas redes sociais e plataformas de streaming, a Geração Z é tida como a mais fluente no âmbito digital. Mas, apesar dessa aparente proficiência tecnológica, os dados mostram que os jovens não se saem muito bem quando o assunto é cibersegurança. Pelo contrário: atualmente, eles são os principais alvos de golpistas na internet.
Pesquisas recentes têm apontado que os criminosos virtuais têm adaptado suas táticas para se adequar ao estilo de vida digital da Geração Z. Já se foram os dias dos e-mails de phishing com alertas fajutas de banco. Os ataques de hoje estão incorporados nos próprios aplicativos e serviços que os jovens usam diariamente, como TikTok, Discord e Instagram. E como essa geração vive online em vez de simplesmente usar a internet, a superfície de ataque se expandiu exponencialmente.
Uma geração de presas fáceis
Um dos principais motivos pelos quais a Geração Z se tornou um alvo tão atraente é seu estilo de trabalho. Muitos jovens se identificam como “politrabalhadores”, equilibrando múltiplos empregos, bicos e atividades paralelas por meio de uma variedade de aplicativos corporativos e ferramentas de colaboração. De plataformas de gerenciamento de projetos a portais de freelancing e carteiras digitais, sua presença online é grande e dispersa.
Os hackers se aproveitam disso e usam táticas direcionadas para esse perfil, com ofertas de emprego falsas, links fraudulentos disfarçados de ferramentas de produtividade e atualizações maliciosas de aplicativos. Em alguns casos, os criminosos vão ainda além, empregando, por exemplo, esquemas de extorsão envolvendo “bricking” de smartphones (isto é, bloqueando e desativando remotamente seus dispositivos até que um resgate seja pago).
Hábitos de Risco
Para piorar a situação, a Geração Z demonstra hábitos precários de cibersegurança, o que facilita a vida dos cibercriminosos. Muitos ainda reutilizam as mesmas senhas em várias plataformas, enquanto outros pulam etapas básicas de segurança, como a autenticação de dois fatores, presumindo que o crime cibernético é algo que acontece apenas com usuários “mais velhos” ou “menos familiarizados com tecnologia”.
Mas é justamente com esse excesso de confiança que contam os hackers modernos. Não basta saber navegar por diferentes plataformas digitais ou rapidamente configurar um novo aplicativo se a consciência das ameaças e riscos do ambiente virtual não for igualmente sólida.
Como a Geração Z pode se proteger
Os cibercriminosos aprimoram todos os dias suas estratégias, mas os usuários também podem seguir essa tendência. Abaixo estão algumas medidas simples e práticas que os jovens podem tomar para reduzir seus riscos.
Usar uma VPN
As redes virtuais privadas (VPN) criptografam o tráfego de internet, protegendo dados confidenciais e o endereço IP de seus usuários. Ao instalar a melhor VPN com teste grátis, os jovens podem experimentar sem riscos toda a proteção da sua conexão, especialmente quando forem usar Wi-Fi público de espaços como aeroportos, hotéis e restaurantes durante suas viagens.
Empregar um gerenciador de senhas
Reutilizar senhas é um dos grandes erros que a maioria dos usuários comete, inclusive aqueles da Geração Z. Adotar um gerenciador de senhas pode resolver essa questão, já que esses programas geram e armazenam senhas fortes e exclusivas para cada conta.
Habilita a autenticação multifatorial
A autenticação multifatorial é um recurso simples que adiciona uma camada extra de proteção no acesso às contas ao exigir uma segunda forma de verificação, como um código enviado para o celular do usuário. É um método eficaz que os protege até mesmo se suas credenciais forem comprometidas num vazamento de dados.
Evitar downloads suspeitos
É importante pensar duas vezes antes de baixar jogos, mods ou softwares “gratuitos” de fontes não oficiais, especialmente quando são encontrados em fóruns ou mensagens diretas. Muitos desses downloads vêm infectados com malware e podem comprometer dispositivos e dados confidenciais.
Desconfiar de ofertas de emprego espontâneas
Como diz o velho ditado: se algo parece bom demais para ser verdade, provavelmente é. Por isso, ao se deparar com uma oferta de emprego nas redes sociais, é fundamental pesquisar a empresa em questão e verificar as oportunidades disponíveis em suas páginas oficiais antes de clicar em qualquer link ou compartilhar informações pessoais.
A moral da história é que, embora tenha nascido já imersa no mundo digital, a Geração Z não está imune aos diversos riscos que a internet proporciona. Muito pelo contrário, seu excesso de confiança pode, na verdade, ser uma desvantagem.
Assim, é essencial que os jovens reconheçam suas próprias deficiências e busquem remediá-las com estratégias de cibersegurança práticas para se manterem protegidos na rede.