
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná celebrou, neste mês, dois anos da reativação de seu serviço aeromédico. Desde agosto de 2023, as aeronaves têm sido empregadas em resgates de alta complexidade, transporte rápido de pacientes e apoio a operações policiais e humanitárias, tornando-se um recurso fundamental para salvar vidas.
Em 24 meses de operação, foram realizados 484 resgates e remoções aeromédicas, com centenas de horas de voo e milhares de quilômetros percorridos. A base funciona no hangar do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), em Curitiba, em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB). A equipe, altamente treinada e equipada, atua em emergências sob qualquer condição climática.
Entre as missões de destaque estão:
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Setembro de 2023 – Resgate de montanhista no Morro do Anhangava, em Quatro Barras (PR).
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Maio de 2024 – Apoio às enchentes no Rio Grande do Sul, com 29 pessoas resgatadas em dois dias.
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Setembro de 2024 – Salvamento de idoso paranaense ferido em acidente com embarcação no Pantanal.
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Outubro de 2024 – Transporte aéreo de uma criança de três anos para transplante de rim em Curitiba, reduzindo o tempo de deslocamento para apenas 18 minutos.
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Abril de 2025 – Inclusão do Babypod, cápsula de transporte neonatal que ampliou o atendimento a recém-nascidos em estado crítico.
O serviço também atuou no lançamento aéreo de mais de 22 toneladas de sementes de espécies nativas ameaçadas, como araucária e palmeira-juçara, durante a Semana do Meio Ambiente, além de missões contra incêndios no Pantanal e de auxílio a comunidades afetadas por desastres.
A comemoração pelos dois anos, realizada em 13 de agosto, reuniu autoridades como o superintendente da PRF no Paraná, Fernando César Oliveira; o chefe do Núcleo de Operações Aéreas, Fabiano Nicolete; representantes do Cindacta II, da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, da Secretaria Estadual de Saúde, do Ministério da Saúde e do sindicato da categoria, além do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel.
Fernando Oliveira destacou que, em dois anos, foram 484 atendimentos, 60 horas de voo e nenhum incidente registrado. O investimento inclui a compra de um helicóptero novo, o Koala AW119, avaliado em R$ 30 milhões, com capacidade para até oito pessoas e tecnologia avançada para resgates e apoio a operações especiais.
Para o prefeito Eduardo Pimentel, o trabalho é resultado de integração e compromisso: “Atrás do uniforme tem uma equipe que pilota, cuida de quem mais precisa e devolve familiares ao convívio. É essa agilidade que salva vidas e transforma histórias.”
Cristiane, resgatada após uma queda de cavalo em abril de 2025, relatou: “Eu poderia não estar aqui. Foi um acidente horrível, mas um resgate incrível, em que me senti cuidada e segura. Esse cuidado salva tanto a vida quanto o psicológico.”
Outro beneficiado, Sérgio, vítima de acidente no Pantanal em 2024, reforçou: “Se estou aqui, devo muito a eles — pela rapidez, pelo carinho e pela forma como conversaram comigo.”
A integração do serviço aeromédico com o SAMU e outros órgãos de segurança e saúde tem potencializado a resposta rápida, especialmente em áreas de difícil acesso, onde cada minuto faz a diferença entre a vida e a morte.