Paraná inicia colheita do trigo com produtividade estável e preços favoráveis

Menos de 0,5% da área foi colhida, mas qualidade do grão e valores pagos ao produtor indicam cenário positivo para a safra

·
Atualizado há 1 ano

Foto Gilson Abreu/AEN

Principal cultura de inverno no Estado, o trigo começou a ser colhido nesta semana no Paraná. Conforme o Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), menos de 0,5% dos 833 mil hectares cultivados já foram retirados do campo. A projeção de julho aponta para cerca de 2,6 milhões de toneladas.

As primeiras áreas colhidas, especialmente na região de Londrina, apresentaram produtividade dentro do esperado, mesmo após a frente fria registrada no fim de junho.

“A evolução da colheita pode trazer novos dados, mas os resultados iniciais são motivo para comemorar”, disse o agrônomo Carlos Hugo Godinho.

O produto colhido tem apresentado qualidade compatível com a classificação escolhida pelos triticultores. Mais da metade se enquadra na classe “pão” e o restante, na “melhorador”. “O clima ainda pode alterar essa proporção, inclusive para melhor”, acrescentou Godinho.

Os preços médios, em torno de R$ 76,00 a saca, recuaram levemente em relação a julho, mas permanecem próximos ao patamar do ano passado.

“É um valor positivo, considerando a desvalorização do dólar e a queda dos preços internacionais, que foi mais acentuada que no mercado interno”, avaliou o técnico do Deral.

Milho mantém ritmo acelerado de colheita

O boletim indica que 80% da segunda safra de milho já foi colhida no Paraná, superando a média das últimas cinco safras. Foram semeados 2,77 milhões de hectares, com plantio dentro do período recomendado e clima favorável para a retirada dos grãos.

“A safra é ótima e, mesmo com preços menores, deve garantir boa remuneração ao produtor”, afirmou o analista Edmar Gervásio.

Produção de frutas e lácteos em destaque

A fruticultura paranaense colheu 1,4 milhão de toneladas em 54 mil hectares neste ano, com destaque para laranja, banana, tangerina, melancia e uva. No setor de lácteos, o leite longa vida subiu 1,25% em julho, sendo vendido a R$ 5,04, enquanto a muçarela registrou alta de 0,62%, alcançando R$ 52,52 o quilo.

Exportações de carnes e ovos em alta

O Japão foi o mercado que melhor pagou pela carne suína in natura brasileira no primeiro semestre, com média de US$ 3,46 por quilo. As exportações de frango cresceram 1,5% em faturamento, somando US$ 5,609 bilhões, com o Paraná respondendo por US$ 2,181 bilhões.

Já as exportações de ovos tiveram aumento expressivo: 207,3% em volume e 232,2% em receita. Os Estados Unidos concentraram 62,8% das compras, gerando US$ 40,7 milhões ao Brasil.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!