Paraná registra 3,8% de desemprego e tem 2º melhor resultado da década

Estado alcança menor taxa para um segundo trimestre desde 2012 e mantém renda e formalização acima da média nacional

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Atualizado há 1 ano

Foto: Felipe Henschel/AEN

A taxa de desemprego do Paraná caiu para 3,8% entre abril e junho de 2025, o menor índice para um segundo trimestre desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, iniciada em 2012. O dado, divulgado nesta sexta-feira (15), também é o terceiro menor já registrado no Estado e representa o segundo melhor desempenho de ocupação nos últimos dez anos.

O resultado superou a marca anterior para o período, de 4,2% em 2014, e caiu tanto em relação ao trimestre anterior (4%) quanto ao mesmo trimestre de 2024 (4,4%). O Paraná apresentou a sexta menor taxa de desocupação do País, ficando dois pontos percentuais abaixo da média nacional, de 5,8%.

Desde 2019, o índice de desocupação no Estado reduziu 42%, passando de 9% para 3,8%. “O levantamento demonstra que o Paraná está em pleno emprego, com menos pessoas desempregadas a cada ano. Mantemos um ambiente competitivo que atrai investimentos e gera vagas”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Emprego e renda em alta

O Paraná tem o quarto maior percentual de empregados com carteira assinada no setor privado (80,7%), acima da média nacional de 74,2%. A população ocupada chegou a 6,158 milhões de pessoas, 136 mil a mais que no mesmo trimestre de 2024. O número de desempregados caiu para 244 mil, queda de 4,69% frente ao trimestre anterior e de 12,85% na comparação anual. A taxa de informalidade é de 31,9%, também inferior à média brasileira (37,8%).

O rendimento médio mensal foi estimado em R$ 3.820, acima da média nacional de R$ 3.477. O valor cresceu em relação ao trimestre anterior (R$ 3.796) e ao mesmo período de 2024 (R$ 3.590), acumulando alta anual de 6,4%.

Setores que mais empregam

O comércio lidera a geração de empregos no Estado, com 1,19 milhão de trabalhadores, seguido pela indústria (1,01 milhão). Em seguida vêm administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (991 mil), além das áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (728 mil).

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