Cisvali intensifica ações de prevenção para o Carnaval

Clubes recebem camisetas, leques e preservativos para os dias de folia

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Atualizado há 13 anos

Por Mariana Honesko

Carnaval 01
Cisvali vai distribuir leques e camisetas para organização dos clubes e foliões

Como faz todos os anos, o Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Iguaçu (Cisvali), reforçou nesta semana suas ações de incentivo à prevenção. O trabalho, iniciado há mais tempo, ganha maior visibilidade durante os dias de folia. A intenção, garante a organização, é incentivar a celebração da data com responsabilidade. Por isso, a entidade confeccionou e já distribuiu uma centena de camisetas e outros 10 mil leques. A estampa prega o uso do preservativo.

Aline Cosa Prust
Aline Cosa Prust

Mesmo sendo de União da Vitória, o consórcio não excluiu de sua programação os clubes de Porto União. “Porque eles acabam recebendo a população de toda a região”, explica a enfermeira Aline Cosa Prust, coordenadora do programa Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids). Parte do material será distribuído aos foliões. O restante, disponibilizado pelos diretores, garçons e funcionários dos clubes.

Para os nove municípios da região, atendidos pelo Cisvali, as ações para o Carnaval foram abertas para a criatividade. “Mandamos o material para que cada município decidisse o que fazer”, diz. Em alguns, haverá blitz educativa, distribuição de camisinhas ou simplesmente a adoção da prevenção como tema de festa. A iniciativa é própria, mas conta com apoio da 6ª Regional de Saúde, que cedeu os preservativos para distribuição.

DST AidsPara se cuidar o ano todo

A disponibilidade dos testes rápidos é outra ferramenta usada pelas unidades de saúde. O sistema garante a identificação da presença do vírus da Aids em até 15 minutos. Ele detecta, inclusive, sífilis e Hepatite B. Conforme Aline, a procura pelo teste cresce especialmente a partir do Carnaval.

Para evitar repetições de exames pela mesma pessoa, o Cisvali mantém o Centro de Testagem e Acompanhamento (CTA), cujo foco está na orientação do paciente. “Se ele está repetindo o teste, é sinal de que não está se cuidando”, pontua a enfermeira.

Reforça o trabalho o Serviço de Assistência Especializadas (SAE), que tem atribuições similares. A preocupação justifica-se. Recentemente, o programa DST identificou casos de HIV em pacientes com necessidades especiais, físicas e mentais. Hoje, o cadastro reúne 213 nomes. Vinte e um ingressaram no sistema no ano passado.

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