Na noite desta segunda-feira, 29, a Câmara Municipal de União da Vitória realizou sua 31ª Sessão Ordinária.
A reunião foi marcada pela aprovação de projetos de lei importantes e pela abertura de um processo que pode resultar na destituição do presidente da Casa, vereador Anderson Cardoso.
Projetos de lei aprovados
Durante a sessão, os vereadores aprovaram, por unanimidade, três projetos de lei:
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Em 2ª discussão
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Projeto de Lei Ordinária nº 30/2025: trata da organização do Sistema de Controle Interno no município e cria a Controladoria-Geral de União da Vitória.
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Projeto de Lei Ordinária nº 32/2025: altera a Lei Municipal nº 3058/2003, reestruturando a organização funcional dos recursos humanos da Prefeitura.
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Em 1ª discussão
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Projeto de Lei Ordinária nº 23/2025: cria o Departamento de Iluminação Pública e Inovação na administração direta do município.
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Representação contra o presidente
O ponto mais polêmico da noite foi a análise da representação apresentada pela vereadora Thays Bieberbach (PT), protocolada na última sexta-feira, 26.
O documento, com quase 40 páginas, pede a destituição do presidente da Câmara, Anderson Cardoso, citando uma série de circunstâncias.
Por determinação regimental, o vice-presidente da Casa, Professor Cordovan Neto, assumiu a condução do processo como presidente interino. Ele colocou a representação em pauta, que foi aprovada por 8 votos a favor e 4 contrários.
Não votou Cordovan Neto, por estar na condição de presidente interino.
Debates acalorados
O assunto gerou intensos debates no plenário. O vereador Marcio Utzig pediu o arquivamento do processo, alegando falhas regimentais, mas o presidente interino assegurou que a análise jurídica confirmou a legalidade da tramitação.
Durante as manifestações:
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A vereadora Guga saiu em defesa de Anderson.
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O vereador Borracha apontou falhas na condução do presidente e ressaltou que ele terá prazo para defesa.
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O vereador Sass destacou que haverá uma nova avaliação em caso de votação definitiva.
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As vereadoras Thays e Pastora Josi relataram episódios de tratamento inadequado por parte do presidente.
Já Anderson Cardoso utilizou a tribuna para denunciar que seria vítima de rivalidade política. Ele afirmou ter sido alvo de denúncia anônima no Ministério Público por violência de gênero, mas destacou que o caso foi arquivado. Segundo o presidente, essa informação foi ignorada por parte dos parlamentares.

Próximos passos
Com a aprovação da representação, abre-se agora o prazo de 15 dias para que o presidente Anderson Cardoso apresente sua defesa. Depois disso, o processo seguirá para análise dos vereadores, podendo resultar ou não na votação definitiva pela destituição do cargo.