Porto União sente impacto do tarifaço com quase 100 desligamentos

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Atualizado há 12 meses

O primeiro mês do chamado “tarifaço” imposto pelo governo norte-americano já trouxe reflexos diretos para o mercado de trabalho do Planalto Norte catarinense.

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), somente em agosto mais de 600 postos de trabalho foram eliminados em municípios da região.

O impacto atinge principalmente o setor industrial, em cidades com forte vocação exportadora de móveis. Mafra foi a mais afetada, com 268 desligamentos, dos quais 200 na indústria.

Em seguida aparecem Porto União, com 93 demissões, e Três Barras, com 80.

Outros municípios também registraram saldos negativos:

  • Canoinhas (− 26, sobretudo no comércio),

  • Rio Negrinho (− 47),

  • São Bento do Sul (− 41),

  • Bela Vista do Toldo (− 19),

  • Irineópolis e Itaiópolis (− 12 cada),

  • Papanduva (− 9).

Entre as poucas exceções estão Major Vieira, com saldo positivo de 7 vagas, e Monte Castelo, com 1 posto a mais.

Município Saldo de Vagas
Mafra −268
Porto União −93
Três Barras −80
Rio Negrinho −47
São Bento do Sul −41
Canoinhas −26
Bela Vista do Toldo −19
Irineópolis −12
Itaiópolis −12
Papanduva −9
Major Vieira +7
Monte Castelo +1

Cenário deve piorar

Apesar do impacto em agosto, o quadro mais crítico teria ocorrido em setembro, com destaque para uma grande indústria moveleira que, sozinha, demitiu mais de 300 trabalhadores.

As medidas tarifárias dos Estados Unidos vêm se ampliando. Além da taxa de 50% já em vigor desde agosto sobre produtos brasileiros, novas tarifas foram anunciadas: 50% sobre armários de cozinha e penteadeiras e 30% sobre móveis estofados.

Divulgação

Avaliações locais e estaduais

Para o secretário interino de Desenvolvimento Econômico de Canoinhas, Carlos Eduardo Vipievski, ainda é cedo para mensurar todos os efeitos do tarifaço no emprego local. Ele defende a necessidade de estudos mais detalhados.

No âmbito estadual, Santa Catarina encerrou agosto com 1.754 vagas perdidas na indústria e foi o estado que mais fechou postos no comércio, com 737 desligamentos. Ainda assim, no acumulado de 2025 até agosto, o saldo é positivo: 83.817 novas vagas formais, o que representa um crescimento de 3,26%, colocando o estado em 5º lugar no ranking nacional de geração de empregos.

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