Acusado de matar mulher a facadas será julgado na próxima semana

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Atualizado há 5 meses

Na próxima quarta-feira, 22, a Comarca de Porto União dará início ao julgamento do homem acusado de assassinar Iraci Marinho de Freitas, de 56 anos, em maio de 2024, em Matos Costa.

A brutalidade do crime e a condição da vítima, que tinha deficiência intelectual, geraram grande comoção na região.

O réu enfrentará o Tribunal do Júri, sendo julgado por feminicídio, com as qualificadoras de crime cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de um crime conexo de estupro de vulnerável.

Segundo o Ministério Público, entre os dias 25 e 27 de maio de 2024, o acusado teria invadido a casa de Iraci e praticado atos libidinosos, resultando em diversas lesões. Ele também é acusado de ter assassinado a vítima com pelo menos 38 golpes de faca. A denúncia foi aceita em dezembro de 2024, quando o réu foi preso preventivamente.

RELEMBRE O CASO

O corpo de Iraci foi encontrado na noite de 28 de maio de 2024, em sua casa na rua Olavo Ribas, no bairro Jardim Itália, em Matos Costa. A mulher estava seminua e caída na sala.

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados, e, ao chegarem, constataram que Iraci já estava morta, apresentando várias perfurações e hematomas no rosto.

Célia Regina da Silva, amiga de Iraci, foi quem encontrou o corpo e acionou as autoridades. Ela relatou, que a última vez que viu a amiga viva foi no sábado, 25 de maio. No dia 28, por volta das 18h, Célia foi até a casa de Iraci e a encontrou caída no chão, envolta em um manto vermelho, com uma Bíblia aberta próxima ao corpo.

Familiares e amigos da vítima relataram que ela estava recebendo visitas frequentes de um homem nas semanas que antecederam o crime. Iraci chegou a comentar que o homem cortou uma mecha de seu cabelo, o que a deixou desconfortável, levando-a a mandá-lo embora.

A investigação, conduzida pela Polícia Civil, apontou um suspeito que conhecia Iraci, mas ele não havia sido identificado até então. O homem foi preso em 29 de novembro de 2024, após a coleta de seu material genético, que coincidia com o encontrado no corpo da vítima. Ele negou as acusações durante seu depoimento na Delegacia.

Mulher que foi encontrada morta em Matos Costa já foi identificada